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sexta-feira, 1 de junho de 2012

E Junho Chegou !!!!!!!!!!!!!!!!!

O país inteiro festeja.
Uma mistura do profano e do religioso.

Educação e Folclore.

Vida.
Alegria.
Amizade.
E romances...

Eh Mocajuba!!!
As escolas lideram as festividades.
Mas os grupos de quadrilha junina também ensaiam e animam as tardes e as noites.
A igreja festeja São Pedro, Santo Antônio e São João.

Já sinto o cheiro da canela 
O calor da fogueira



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ponto de Cultura de Cametá: 1º CURTA CAMETÁ

Ponto de Cultura de Cametá: 1º CURTA CAMETÁ: Estão abertas as inscrições para participar do 1º CURTA CAMETÁ: teatro e vídeos documentários de jovens de classes populares e o Circ...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Amazônia: Sob Risco Diário

Você imagina o que são exatamente 253,8 km quilômetros quadrados ?

A bloguer que vos fala também não sabe exatamente. Sou terrível com habilidades espaciais. O que posso apostar é que isso é uma área muito grande. E  foi esta área que foi detonada na Amazônia, somente em setembro de 2011.

Amazônia & Cia
imagem: INPE
Pontos de desmatamento
Perceba que áreas tradiconais da Amazônia, como a região do baixo-tocantins, não aprensentam muitos “pontinhos” de destruição.Veja os detalhes aqui no site do
Bem, diante disso parece muito óbvio dizer que é  preciso construir estratégias reais e viáveis de valorização de atividades sustentáveis que valorize a cultura, gere renda e proteja o meio ambiente?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cametá: Ontem Começou a Festa de Nossa Senhora do Carmo na Vila do Carmo em Cametá

Vila Do Carmo-Cametá-Pará
Foto: Cametoara
A Vila do Carmo é uma das localidades de Cametá que possuem grande conexão com Mocajuba. As "festividades da santa" que marcam toda a identidade cultural das comunidades amazônicas e que neste caso duram dez dias seguidos. Começou ontem e vai até dia 16/07.  Minha santa protetora, nasci no período das festividades e ganhei o nome dela.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mocajuba: aniversário de Dona Janoca IV

Programa da Festa de São João no Aniversário de Dona Janoca
Porque Festa de Santo Boa Tem Programa
A programação  mostra que a festa de Dona Janoca na verdade é um evento cultural na cidade.
Que agrega.
Que congrega.
Que reforma os laços de solidariedade no bairro e para além do bairro.
Muitas famílias são envolvidas com intuito de homenagear Santo Antônio, reforçar a fé e os laços de amizade.
Uma celebração.
Uma festa.
Cultura.
Cultura e fé.

Dona Janoca,
Parabéns De Novo.
Pa-ra-béns!!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mocajuba: Santo Antônio Disse, São Pedro Confirmou....

A força da tradição católica invade a cidade, tal como todas as demais cidades brasileiras.





A igreja festeja homenageia os santos e as comunidades que os tem como padroeiros giram inteiras em torno das novenas. Na comunidade de Santo Antônio do Vizeu, nestes dias, todos respiram a "reza" do santo. Não tem bebida alcólica mais. È reza. Movimento. Fé. Integração. As meninas se arrumam. Os meninos também. As outras comunidades cristãs são chamadas para comandar as novenas. Uma a cada dia. A cada dia um novo rubor na face dos moradores e moradoras.
Lindo.
Fantástico.
Gente.
Fé.
Cultura.
E identidade.


As escolas, no campo ou na cidade, festejam os santos também.

De uma outra forma. Como festa profana, como instrumento da educação de jovens. Educação para a cultura. Para a cultura das festas juninas. Festa de junho. De Santo Antônio, São Pedro, São João.

E Santo Antônio Disse.
São Pedro Confirmou.
(risos)

Os terreiros são armados.

As quardrilhas mantêm nossas heranças européias.

È, estás pensando o quê? Coisa da colonização.

As escolas todas organizam seus terreiros e grande parte da vida gira em torno disso.


Ou quase tudo.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Louco é quem me diz que não é feliz...

Eneida de Moraes, a grande escritora paraense, enquanto morava no Rio de Janeiro escreveu o conto "Tanta gente", no qual se referia com carinho aos moradores de rua e figuras folclóricas que circulavam pela Belém de sua época e que faziam parte das melhores memórias de sua infância. Muitos desses personagens reais eram pessoas acometidas por problemas psiquiátricos e que vagavam pelas ruas de Belém como, aliás, vagam até hoje [por hora vamos deixar a indiferença do poder público de lado e ressaltar que doença psiquiátrica é coisa séria e que merece apoio e cuidado]. O que me ocorre agora é que, quando se é criança o mundo é um grande circo e qualquer pessoa, um palhaço. Eneida nos conta que ela e os moleques de sua rua se divertiam com os loucos transeuntes daquela Belém, no que de fato não havia maldade alguma. Falo disso porque dia desses, navegando no orkut, deparei-me com a comunidade " Já nadei com o Otávio em Mocajuba", por sinal na página da Carmen Américo. Às voltas com esse mundo de cidade grande, confesso que há anos não me vinha à mente a figura de Otávio, e foi só o pontapé inicial para desfilarem em minha mente todas as figuras folclóricas, loucas, marginais ou sem adjetivo nenhum, da Mocajuba do meu tempo.Assim como Eneida, vejo com carinho e humanidade cada um desses mocajubenses.
Otávio era o cara que morava no rio. De vez em quando o via ali pelo bairro da Pedreira, embaixo das pontes, na época em que frequentava a casa de Seu Bianor. Diziam que era boto, ou filho dos botos e que com eles nadava. Muito branco e barbudo, Otávio lembrava Tom Hanks no filme "Náufrago". Nunca ouvi dizer que tivesse parentes e nem onde comia ou dormia. Otávio era do rio e parece que lá ainda está.
Zaqueu era filho de Dona Rainha e já nasceu com problemas mentais. Criado preso em casa, Zaqueu era o terror da molecada quando escapava. Com seu calção na altura do umbigo e a cabeça raspada, Zaqueu apedrejava o primeiro moleque que passasse em frente de sua casa. Eu, que na época morava na Rua Lauro Sabbá e estudava no turno do intermediário, era um dos mais medrosos. Quando chegava em frente à casa de Dona Pitoca, parava, respirava e corria. E se Zaqueu estivesse por ali era certo que a pedra ia voar sobre nossas cabeças.
Sapinho era alcólatra de rua. Sempre bêbado e inchado, vagava pela feira de Mocajuba chamando os palavrões mais cabeludos e desafiando todo mundo. Diziam que já fora rico e que o alcolismo o fizera perder tudo. Muitas vezes o vi dormindo diante da porta de algum bar do antigo trapiche.
Manezinho era outro louco de rua. Vagava pelo centro e pela periferia pedindo dinheiro, com seu indefectível pão sempre à mão e seu grito de guerra "Piiiiiiiiiii" (o grito quem lembrou foi o meu primo Alex). Morava ali próximo ao colégio Almirante Barroso, mas durante o dia, sob sol ou chuva, a rua era o seu lugar.
Dessas figuras, pra mim a mais marcante era Antonio Cego. Andava pela cidade toda, sem cajado ou acompanhante, conhecia todo mundo, mesmo que o sujeito ficasse calado, e era metido a cantor. Na época em que não havia luz elétrica no bairro da Pranchinha, o Antonio Cego era nossa diversão. Com sua bateria de lata de querosene e suas composições próprias, divertia a todos em frentes das casas.
Ainda tinha a Tia Ola, a Maria Raimunda, o Ernane e muitos outros de quem não lembro agora. Eram nossa diversão de moleque, caboclinhos com nada a fazer a não ser curtir a vida naquele lugar maravilhoso. E nossos amigos, loucos, desajustados, vivendo em seu universo paralelo já eram parte de nossa rotina. Bons tempos e grandes histórias. Inspirado por Eneida de Moraes faço deste post a minha homenagem a esses mocajubenses inesquecíveis.
Rocco Lopes

sábado, 30 de maio de 2009

O trapiche municipal de Mocajuba - na linha de Rocco Lopes

Recentemente, conversava Antônio Paes e Nilson (irmão do Dito) sobre uma Mocajuba antiga: o picolé do "seu Amintas", as antigas "boates" da década de 80... E o Cinema ?. Ha! O cinema marcou época. Orientava hábitos. Nilson contava-nos, que esperava o barco chegar no trapiche para saber qual era a "fita" que ia ser exibida, aqueles rolos grandes. Putz!! Era, quase sempre, filmes de "luta"... Mas sempre um evento. Lembro da chegada do barco. Mas em um tempo que o cinema já não tinha este papel, ou eu não percebia este movimento, talvez pelas origem de minha família.
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A grana era "contadinha", satisfazendo apenas necessecidades básicas, prioritariamente: comida. Assim, não o cinema não era algo muito presente para mim. Mas o trapiche municipal, por onde as fitas chegavam outrora. Ele era anexo a feira e ao comércio local, quase restrito as suas imediações.Eu era a pessoa de confiança de minha mãe para ir à feira. Ela dizia: Não demore!! Eu tinha que andar rápido. E andava. O caminho da feira até a boca da estrada, onde eu morava, era longo demais, as casas pareciam-me bem maiores e as distâncias intransponíveis.
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Não obstante, a pressa, não raro,ao ouvir a buzina de chegada do eu apertava o passo e "esticava" até o barco para observar o movimento, ver quem chegava, ver o que chegava. E corria com a sacola da feira, antes que dona Alzira lembrasse que a comida não chegara, nem sua péquena magrela cabeluda...


Mocajuba em 1989: Vista do Trapiche Antigo
fotos do flogão.com.br/cidadedemocajuba

Ano passado, um estranheza tomou conta da minha alma quando ví apenas um espaço vazio, no lugar da feira, do trapiche. Fiquei ali, na rua, estática, olhando para o rio por sobre uma paisagem nova. Um filme passou rapidamente na minha frente como se um telão tivesse sido projetado sobre aquela paisagem inteiramente nova: cheio de vozes, sons, cores e cheiros característicos,. Com peito apertado, olhando para o chão, e revendo imagens entrecortadas idades misturadas, desci a ladeira e segui...Não lembro quem estava do meu lado, provavelmente, alguém que não me entenderia.

Logo eu ouvi a bandinha tocando e quanto mais me aproximava,mais envolvia-me com movimento do novo mercado, tudo reinventado... novo e muito entusiasmante. Movimentos, cores e sons, muitos sons. A cidade tinha mudado. A paisagem mudou. O mercado novo é um sucesso, virou point. Adorei.Mas olhar o espaço vazio do mercado sempre me trará de volta a angústia de ter perdido uma parte de minha história. Pergunto-me se o novo e o velho não poderiam conviver de outra forma que não esta, da aniquilação total.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Patrimônio pra quê? por Rocco Lopes





(De baixo pra cima: antigo prédio da prefeitura, praça da Conceição e o casarão do padre) Achei as fotos no flogao.com.br/cidadedemocajuba)


Se meus cálculos não estão errados, Mocajuba deve completar 114 anos neste mês de junho(se estiver errado, me corrijam).É uma senhora cidade, cujas rugas e a beleza da maturidade foram maquiadas, disfarçadas ou mesmo apagadas ao longo das duas últimas décadas, infelizmente. Quando tanto se fala na necessidade de se resguardar o patrimônio histórico, materializado por casas, prédios públicos e logradouros, em Mocajuba, diante da inércia da sociedade, ocorre justamente o contrário: os poucos marcos históricos verificados na arquitetura e na urbanização local vêm sendo sistematicamente pulverizados em nome da reestruturação urbana, da estética do moderno e do funcional.Acaso não vêem que um lugar sem seus prédios, igrejas, praças e ruas antigas é um lugar sem identidade, sem vida, sem história e sem expressão? O que pode parecer belo aos olhos de reformador compulsivo é feio e morto aos olhos da história.É como uma pessoa que exagera nas cirurgias plásticas, sem rugas na face, sem marcas da velhice, mas completamente desprovida das emoções, expressões e beleza que o tempo traz.O que está acontecendo com Mocajuba é a plastificação, imposta, das nossas memórias.
Qualquer mocajubense com 20 anos não chegou a conhecer a Mocajuba que eu, com 30, conheci. Lá pela segunda metade dos anos 80 ainda se via o monumento ao fundador da cidade, Jerônimo Antonio de Farias, em concreto e bronze, à esquerda da igreja da Conceição.Com o primeiro mandato de Wilde Colares, quando a praça passou por uma "modernização embelezadora" o busto simplesmente foi extirpado dali. Na mesma leva foram também o antigo coreto (chamado de cliper na época)e os banquinhos de cimento.Pergunto: onde foi parar o busto em bronze, patrimônio material e cultural do município? Ninguém sabe. Naquele mesmo período o prédio da prefeitura foi reformado, tendo sido bastante alterado em sua arquitetura original.
Quando eu ainda morava em Mocajuba, existia um casarão de linhas coloniais bem próximo à rampa da feira e todos o chamavam de " Casarão do padre", devido ter sido a primeira residência paroquial e que, ao longo dos anos, abrigou desde oficina até a escola de música do Mestre Vivico.Era uma das mais antigas construções da cidade, que poderia sediar um museu, uma casa de cultura, onde se pudesse fazer exposições da memória da cidade.Isso nunca aconteceu. Na última vez que estive em Mocajuba, descobri que o casarão teve a parede demolida e hoje abriga um comércio. Além desses casos, quem lembra das ruínas de um cemitério que havia na antiga Saex? Ou da praça do estudante, do antigo trapiche ? Foi tudo eliminado da paisagem urbana da cidade sob o discurso da modernização e funcionalização.
O curioso (ou não) é que nunca qualquer autoridade tenha levantado a bandeira da conservação de tais patrimônios, como acontece com muita força na Vigia, onde o resgate da história e da memória da cidade tem sido uma preocupação constante, não só das autoridades, mas também do povo. No caso de Mocajuba, onde estavam os secretários de cultura do Município nesses anos todos? Quem eram eles? O que entendiam de cultura e patrimônio ?
Uma pena, verdadeiramente uma pena.Precisamos dessas heranças, que são legítimas e indispensáveis para a construção de um futuro que não renega o passado, de jovens que saibam que o solo em que pisam não se formou quando eles nasceram. As escolas devem ser o lócus dessa retomada, no sentido de trazer à tona o amor de cada cidadão para com sua terra, divulgando-a e valorizando-a.E a sociedade deve cobrar, pois é direito nosso.A minha bronca começa aqui.Mocajuba não pode ser a bela mulher de sorriso sem sentimento e face sem expressão. Nesses 114 anos adoraria encontrá-la como uma senhora saudável, bonita e orgulhosa de seus cabelos brancos e rugas.

Rocco Lopes

terça-feira, 26 de maio de 2009

E aí su mano! por Rocco Lopes




Tenho uma certa tendência a ser passional em meus textos.Canceriano e poeta, revelo nas letras o meu afeto pelas coisas, lugares e pessoas que amo. Há pessoas e lugares que fico tempos ser encontrar e isso não diminui meu sentimento por eles, ao contrário, só o pontencializa.Vivendo longe de Mocajuba há um bom tempo, há algo dessa terra que sempre me cativou em especial, sua cultura. O modo de falar, a relação com o rio, a culinária, a religiosidade, e uma infinidade de manifestações que dão identidade e beleza à nossa terra, tudo isso sempre esteve impregnado nessa relação com Mocajuba, ainda que de longe.
Tem coisa mais rica e original do que bater papo com um caboclo da nossa terra? Um tio, um pai, um vizinho, que no seu modo simples de falar, repleto de sabedoria e experiência, nos conta causos, nos ensina coisas. Ir à feira pela manhã, encontrar o povo naquele emaranhado de cheiros, sabores e sotaques é uma experiência enriquecedora, que promove a troca de saberes e a continuidade de uma cultura. Acho lindo e tenho paíxão pelo povo mocajubense e sempre que posso faço questão de enaltecê-lo, divulgá-lo. Há um pensamento corrente, ingênuo eu diria, de que a pronúncia do cametanese, do mocajubense, do caboclo, é motivo de vergonha, constrangimento.Na verdade, deve ser motivo de orgulho, já que revela quem somos, que temos uma história, que somos um grupo, um povo. Não somos fruto da artificialização, mas da construção humana e cultural. Não é preciso e nem obrigado que as novas gerações(circulando pelas universidades, pelo mundo letrado, pela internet, ...) falem ou escrevam em caboquês, mas que vejam sua importância para a história e a identidade cultural da nossa terra. Precisamos cultivar, regar e reproduzir a beleza da nossa cultura. Diante da imensa (e inevitável) boca da globalização precisamos garantir "quem e o que somos", sob o risco de, de repente, não saber mais.Portanto viva o "mano", " gitito","o teba"," e "o pavulagem".
Beijo minha gente.

Rocco Lopes
"Veja bem, meu amigo, a consciência é um orgão vital e não um acessório, como as amígdalas e as adenóides."(Martin Amis)

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