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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mocajuba: E tudo começa a girar em torno da festa da Padroeira

 

Como uma cidade que tem como elemento marcante a religiosidade, especialmente a religião católica, Mocajuba começa a animar para sua segunda maior festividade: a festa de Nossa Senhora da Conceição. A Concita para os mais chegados.

domingo, 2 de outubro de 2011

Mocajuba: Em Festa por Nossa Senhora do Rosário

Mocajuba_IRosario

O bairro do Arrail, um bairro de origem quilombola em Mocajuba – festa Nossa Senhora do Rosário.

nossa-senhora-480
Tenho especial carinho pelo bairro do Arrail. Um bairro charmoso e encantador, pela história, pelo designer, pela dinâmica atual.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mocajubana Pelo Mundo: Andraiheva Sanches


Andraiheva Sanches
 Acadêmica de Direito - UFPa
Foto: Arquivo Pessoal Cedido

Nossa Mocajubana homengeada de hoje é produto de uma geração símbolo de nosso tempo em Mocajba: antenada, crente que a educação e a forma de mudar sua trajetória. Ele foi indicada pelo Mocajubano Orlando Júnior, o neto médico do Caboquinho.



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Por motivos óbvios, Orlando acredita que ela é uma autêntica Mocajubana pelo Mundo: que representam gerreiros que sairam da cidade em busca de instrumentos de renovação de si mesmos. Mesmo não tendo nascido em Mocajuba, foi criadana pérola do Tocantins  e onde estão todas as suas referências de vida, formação, cotidianidade, e por Mocajuba é que ela cultiva o tal sentimento de pertencimento, aquele que define seu lugar no mundo. Lugar de referência simbólico cultural.

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Uma síntese da história dela. 


Andraiheva Sanches, é filha de José Antonio Sanches, conhecido como "Baixinho" e de  Maria do Socorro do Carmo Sanches, conhecida como Dona Socorro. Naturais de Porto Grande, uma vilazinha do interior de Cametá, chegaram em Mocajuba no início da década de 90 para tentar granhar a vida, por assim dizer, com dois filhos pequenos na bagagem: nossa Mocajbana e seu irmão Tardelli.  

A mãe era dona de casa e o pai eletrecista, dono de uma pequena oficina localizada  no bairro da Campina, através da qual prestava serviços aos conhecidos  e à prefeitura mnicipal. Com muito trabalho conjunto montaram uma pequena loja de autopeças que  inicialmente era administrada e cuidada pela Dona Socorro, na antiga feira da cidade.  A loja de certo, e pai  abandonou a oficina e passou a se dedicar integralmente ao estabelecimento comércio.

Construiram uma casa, no centro da cidade, embaixo da qual fica a hoje a loja, a Eletropeças, situada atrás da Igreja de Nossa Senhora da Conceição. 

Esta é uma síntese da história de Andraiheva Sanches. O nome dela é uma homenagem do pai, um apaixonado por futebol,  a um jogador russo que atuou na Copa de 1986 chamado Andreiev. A propósito, o nome do irmão,Tardelli, è homengagem a um jogador italiano que também jogara na Copa do mesmo ano...

Eis Nossa Mocajubana,





Arquivo Pessoal -Cedido

Nome: Andraiheva do Carmo Sanches

Idade: 23 anos
Profissão/Ocupação: Estudante (Direito)
Bairro onde mora (na cidade que reside)? Pedreira - Belém
Bairro que a família mora em Mocajuba? Centro
Formação: Ensino Superior incompleto
Signo: Câncer
Pai: José Antonio Sanches
Mãe: Maria do Socorro do Carmo Sanches





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Micro-entrevista

BLOG - O que faz para se divertir onde vive?

Mocajubana: Gosto de sair com os amigos/namorado para  cinema, restaurantes, barzinhos ou então para alguma festa, principalmente para dançar, que é uma coisa que amo muito fazer (quem me conhece, sabe...[risos]). Gosto muito de sair para me exercitar também, o que inclui academia, caminhadas, corridas, etc.
BLOG - Qual é "boa pedida" em Mocajuba?
Mocajubana: Uma orla bonita, com bares e restaurantes de qualidade.

BLOG - Quais suas atividades na cidade ?
Mocajubana: Ficar na companhia da minha famlía e visitar os amigos que ainda moram na cidade.

BLOG - Por que saiu de Mocajuba ?
Mocajubana: Sai pelo mesmo motivo que a maioria dos jovens de Mocajuba: falta de um sistema de ensino de qualidade. Então vim para Belém cursar  o ensino médio e a faculdade.

BLOG - Pretende voltar para ficar ?
Mocajubana: Não.

BLOG - Uma lembrança da cidade que se confunde com sua própria história...
Mocajubana: As festas juninas na antiga quadra de esportes Irmãs Vieira, principalmente as do “ Toco cru pegando fogo”. Eu sempre participava de alguma dança ou quadrilha, o que era imensamente divertido. Depois da construção do Ginásio, acho que as festas perderam um pouco o tom, a atmosfera é outra...


BLOG - Algo que você acha que deveria ser mudado....
Mocajubana: O sistema de segurança do município.
É muito triste não poder andar com tranquilidade nas ruas da nossa cidade.

BLOG - UMA FRASE:
Mocajubana: “Uma sociedade justa não é aquela que adotou leis justas de uma vez por todas, mas sim uma sociedade onde a questão da justiça permanece constantemente aberta.” (Cornélio Castoriadis)

BLOG - UM MOCAJUBANO (A) PARA SER HOMENAGEADO 
Mocajubana: Elana Campos, Belém.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Louco é quem me diz que não é feliz...

Eneida de Moraes, a grande escritora paraense, enquanto morava no Rio de Janeiro escreveu o conto "Tanta gente", no qual se referia com carinho aos moradores de rua e figuras folclóricas que circulavam pela Belém de sua época e que faziam parte das melhores memórias de sua infância. Muitos desses personagens reais eram pessoas acometidas por problemas psiquiátricos e que vagavam pelas ruas de Belém como, aliás, vagam até hoje [por hora vamos deixar a indiferença do poder público de lado e ressaltar que doença psiquiátrica é coisa séria e que merece apoio e cuidado]. O que me ocorre agora é que, quando se é criança o mundo é um grande circo e qualquer pessoa, um palhaço. Eneida nos conta que ela e os moleques de sua rua se divertiam com os loucos transeuntes daquela Belém, no que de fato não havia maldade alguma. Falo disso porque dia desses, navegando no orkut, deparei-me com a comunidade " Já nadei com o Otávio em Mocajuba", por sinal na página da Carmen Américo. Às voltas com esse mundo de cidade grande, confesso que há anos não me vinha à mente a figura de Otávio, e foi só o pontapé inicial para desfilarem em minha mente todas as figuras folclóricas, loucas, marginais ou sem adjetivo nenhum, da Mocajuba do meu tempo.Assim como Eneida, vejo com carinho e humanidade cada um desses mocajubenses.
Otávio era o cara que morava no rio. De vez em quando o via ali pelo bairro da Pedreira, embaixo das pontes, na época em que frequentava a casa de Seu Bianor. Diziam que era boto, ou filho dos botos e que com eles nadava. Muito branco e barbudo, Otávio lembrava Tom Hanks no filme "Náufrago". Nunca ouvi dizer que tivesse parentes e nem onde comia ou dormia. Otávio era do rio e parece que lá ainda está.
Zaqueu era filho de Dona Rainha e já nasceu com problemas mentais. Criado preso em casa, Zaqueu era o terror da molecada quando escapava. Com seu calção na altura do umbigo e a cabeça raspada, Zaqueu apedrejava o primeiro moleque que passasse em frente de sua casa. Eu, que na época morava na Rua Lauro Sabbá e estudava no turno do intermediário, era um dos mais medrosos. Quando chegava em frente à casa de Dona Pitoca, parava, respirava e corria. E se Zaqueu estivesse por ali era certo que a pedra ia voar sobre nossas cabeças.
Sapinho era alcólatra de rua. Sempre bêbado e inchado, vagava pela feira de Mocajuba chamando os palavrões mais cabeludos e desafiando todo mundo. Diziam que já fora rico e que o alcolismo o fizera perder tudo. Muitas vezes o vi dormindo diante da porta de algum bar do antigo trapiche.
Manezinho era outro louco de rua. Vagava pelo centro e pela periferia pedindo dinheiro, com seu indefectível pão sempre à mão e seu grito de guerra "Piiiiiiiiiii" (o grito quem lembrou foi o meu primo Alex). Morava ali próximo ao colégio Almirante Barroso, mas durante o dia, sob sol ou chuva, a rua era o seu lugar.
Dessas figuras, pra mim a mais marcante era Antonio Cego. Andava pela cidade toda, sem cajado ou acompanhante, conhecia todo mundo, mesmo que o sujeito ficasse calado, e era metido a cantor. Na época em que não havia luz elétrica no bairro da Pranchinha, o Antonio Cego era nossa diversão. Com sua bateria de lata de querosene e suas composições próprias, divertia a todos em frentes das casas.
Ainda tinha a Tia Ola, a Maria Raimunda, o Ernane e muitos outros de quem não lembro agora. Eram nossa diversão de moleque, caboclinhos com nada a fazer a não ser curtir a vida naquele lugar maravilhoso. E nossos amigos, loucos, desajustados, vivendo em seu universo paralelo já eram parte de nossa rotina. Bons tempos e grandes histórias. Inspirado por Eneida de Moraes faço deste post a minha homenagem a esses mocajubenses inesquecíveis.
Rocco Lopes

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mocajuba na vitrine por Rocco Lopes



Essa semana ,quando Carmen Américo ,minha amiga de longa data, me convidou a dividir com ela a editoria deste blog, fiquei imensamente feliz e topei na hora. Meu entusiasmo se justifica pelo fato de ter o reconhecimento da Carmen, que além de ser minha amiga é uma pessoa culta, com uma visão muito crítica e apurada das questões da Amazônia e de Mocajuba, e além disso, pelo fato de poder expressar minhas impressões, meu olhar sobre a minha Terra. É aqui, a partir de hoje, o espaço onde a minha Mocajuba se desvela em suas muitas nuances, em todas as suas facetas, que não são poucas. O que dizer sobre uma terra emoldurada por uma natureza incrível, construída pela beleza e simplicidade de seu povo e enriquecida por sua cultura ? O que escrever sobre uma terra tomada pelo crime, segregada das rotas de desenvolvimento e violentada em seus anseios de cidadania? Mocajuba é encanto e desafio, beleza e abandono , o simples e o complexo. Mocajuba é o palco da minha história, das minhas memórias e dos meus sonhos. É essa Mocajuba, minha e suas, que estará na vitrine desse blog. É nas idéias, na troca, na polêmica e no debate que colocoremos (Eu, Carmen e vocês) Mocajuba em foco, porque a amamos, porque seus rumos nos interessam. Bem-vindos ao Amazônidas.
Este é um blog de opiniões, não necessariamente as minhas. Fiquem à vontade, eu já volto!

Rocco Lopes
"Veja bem, meu amigo, a consciência é um orgão vital e não um acessório, como as amígdalas e as adenóides."(Martin Amis)

Leitores do Amazônidas por ai...


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