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sexta-feira, 13 de abril de 2018

O DIA MUNDIAL DO JOVEM



Infelizmente, não há o clamor das outras datas comemorativas. A nossa Constituição assegura que o jovem tenha plenas condições de desenvolvimento e para encontrar seu caminho. Contudo, nem a sociedade está cuidando bem dos jovens e muito menos a política. Como resultado, todos sofrem as consequências disso pois é o descuido com eles que gera  a violência na qual estamos imersos. 


O artigo 227 da Constituição Federal diz que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade:
O direito à vida;
À saúde;
À alimentação;
À educação;
Ao lazer;
À profissionalização;
À cultura;
À dignidade;
Ao respeito;
À liberdade e à convivência familiar e comunitária;
Além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Estamos falhando gravemente com tudo isso.


E estamos fracassando na questão mais fundamental que todas que é a Educação Básica e a Cultura. Como resultado disso, registra-se nos relatórios oficiais em uma certa juventude perdida, visto que há de uma lado, “perda de vidas humanas e do outro lado a falta de oportunidades educacionais e laborais que condenam os jovens a uma vida de restrição material e de anomia social, que terminam por impulsionar a criminalidade violenta (Ipea)”. Essa é a realidade dos fatos.

Em 2005, foram jovens 1.082 mortos pela violência paraense. Em 2015, foram 2.378. Um incremento de quase 80%.
Em 2018, serão quantos?
3.000?

Nessa guerra contra a juventude que estamos travando, o jovem preto, pardo e pobre chega também chega a aproximados 80% do conjunto.
As mulheres são minoria absoluta nas mortes violentas no país. Entretanto, estão enterrando seus filhos, ou ficando com os órfãos sozinhas, como mãe ou como avó. Se elas não morrem, recai sobre elas o peso da dor, da dupla e tripla jornada para segurar a chefia dos lares. Nesse pandemônio, as mulheres jovens são obrigadas a segurar o bastão da vida pós-morte do companheiro ou marido ou pai do filho ou filha.


O homem jovem encara a morte. 
As mulheres jovens são encurraladas pelo sistema de patriarcado, pela maternidade precoce, não raro, sozinhas, visto que os homens são treinados para o abandono “das crias”;

Que nação é essa?
As mulheres jovens, são atropeladas pela violência dos parceiros que caminham na linha cínica da briga de casal para banalizar a violência contra as mulheres; 
Em 2015, a cada 11 minutos uma mulher foi violentada, oficialmente. Mas esse dado pode ser uma por minuto, já que apenas 10% dos casos são registrados. Mais de 70% desdes casos, crianças e adolescentes., e grande parte dos casos ocorre na ESCOLA. Outros em casa, no "abrigo" abusivo do patriarcado. 

Que país é esse?

As mulheres jovens, são sacrificadas pela gravíssima diferença salarial ao ingressar no mercado de mercado de trabalho.
Se uma mulher adulta enfrenta dificuldades para inserção no mercado de trabalho, as mais novas enfrentam muito mais. A objetificação seleciona as moças padrão para algumas funções e subjuga outras. 
Se a mulher é negra e ou “pobre” terá que encarar toda sorte de subalternização para ter sua própria renda. Por isso muitas mulheres tornam-se vendedoras, ou buscam o empreendedorismo de baixo capital inicial. E muitas são encurraladas a vida matrimonial como único abrigo.

Que planeta é esse?

A escola é ruim para os meninos e para as meninas. Mas são as meninas que ao engravidar precisam deixá-la. Mesmo que momentaneamente. Estamos falhando como civilização e vitimando a vida. E como já dito, na escola as meninas são rotineiramente abusadas. Sim, pois os homens criam seus filhos machos para olhar as mulheres como objetos e desde mais tenra idade forjam personalidades irresponsáveis com o sexo e abusivas para as mulheres.

Que Estado é esse?

Enquanto se comemora o Dia dos Jovens, Belém (PA) está imersa em sangue e adivinhem quem mais está morrendo nessa guerra?
Os jovens.
E quem está ficando com os filhos?
As mulheres jovens ou as avós. Não entendo bem ainda porque homens pensam que crianças são objetos descartáveis. Mas sei que tem relação com a formação familiar e com as bonequinhas que só enfiam nas mãos das meninas antes mesmo que elas respirem direito.
Os meninos aos 12 anos são incentivados ao sexo e esquecem de dizer-lhes que tem que criar o rebento, atualmente, até os 30 anos. E com isso vitimamos nossas mulheres jovens. Muitas, ao encontrar outro parceiro, é obrigada a deixar o filho para traz, pois o machismo é solidário com os homens. Mas não para criar seus filhos abandonados. Quantas crianças são deixadas com as avós?
 Quantas?
 São tantas.
 Quantas dessas ficam na esquina sem pai e nem mãe enquanto o tráfico, a marginalidade, a milícia estão em busca de novos soldados?
O Estado está desmoralizado.
 A política está desmoralizada.
Mas nós como civilização também estamos.
A política do cotidiano precisa ser reinventada.
A política institucional também. Ou a gente a ocupa ou ela continua como está.
Não estamos tratando bem os jovens, contudo, neles reside nossa esperança de transgressão e de mudança no mecanismo. E eles podem fazer a operação lava voto e tirar todos os velhos donos do poder.


Colaboração: Juliet Mattos (Acre\SP)

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foca em meninas e mulheres

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é celebrado todo dia 2 de abril Unicef/ONU
[do site Ebc]

As Nações Unidas celebram neste 2 de abril o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo sob o lema “Capacitando mulheres e meninas com autismo”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, aproveitou a data para lembrar a reafirmação do “compromisso de promover a plena participação de todas as pessoas com autismo na sociedade e garantir o apoio necessário para que estas possam exercer seus direitos e liberdades fundamentais”.
As comemorações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo também querem envolver mulheres e meninas com as organizações que as representam na formulação de políticas e decisões para abordar os desafios que elas enfrentam. A Assembleia Geral da ONU realiza uma série de eventos sobre a data na próxima quarta-feira (4), como debates com especialistas e ativistas para discutir questões específicas de mulheres e meninas com autismo.

Veja mais no link aqui.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A "Consciência Humana" - O Espelho e o Livro e a Conversa com os avós.

 
Imagem: ReproduçãoInternet





Uma das maiores vitórias do racismo é fazer o negro negar a si mesmo e aos seus tornar-se capitão do mato.



Em tempos de redes sociais os "capitãs digitais" atendem ao chamado da "Consciência Humana" - uma estratégia para diminuir o Dia da Consciência Negra.

Lembre-se: alisar os cabelos ou andar segurando a barra da saia dos que estão em posição de poder não faz ninguém branco.


Há um termo preconceituoso que pode ser lembrado para os racistas (e que muitas vezes não entendem que o são) que se embranqueceram: “passou de branco é preto". Uma expressão dita por muitos de nossos avós.


Você que propaga “Consciência Humana”, que é uma estratégia para diminuir a importância do Dia da “Consciência Negra”, passaria no crivo do racista que diz “passou de branco é preto”?

Olha lá. 
Veja bem!

Os defensores da tal "consciência humana", são os mesmos que negam nossa origem afro-ameríndia com um embranquecimento compulsório que nos torna sujeitos sem história ao final. Mas nas mesmas condições de desigualdade. 


Pardo, amarelo, marrom, jambo, canela... são termos comuns em nossa linguagem cotidiana  como ferramentas de “embranquecimento”. 


O pessoal da consciência humana pode esquecer a estrutura de poder onde está inserido e fazer coro a redução da importância da questão negra para diminuir a desigualdade no país. Mas seus "senhores" não.


Capitão do mato - morre capitão do mato.
Não se iludam.
Nesse sistema vocês serão apenas mais um capitão do mato digital.


Essa é uma ferramenta aliada das forças autoritárias que crescem no país e no mundo.


Não faça coro aquilo que te reduz.
Enxergue-se! Entenda quem você é.

Desde os primeiros navios negreiros que chegaram ao Brasil, esse povo da "Consciência Humana" já estava em cena - de chicote nas mãos, estuprando as mulheres, subjugando os homens.


Eu não tenho pedigree.
Minha origem dentre os subalternizados dificulta minha identificação genealógica. 
Mas sei que minha pele relativamente branca (meio verde, a bem da verdade) coloca-me no rol dos pardos, na classificação etnocêntrica do IBGE.


Eu rejeito esse rótulo.
Não sou nada, ainda me carimbam como parda?
Mas passaria por branca - se quisesse, e poderia alinhar-me as fileiras da "consciência humana".

Eu sou cabocla-amazônida nascida na Amazônia Tocantina no meio de constelação de quilombos – afro-ameríndia.


Alguns mocajubenses talvez pensem que apenas o Icatú, Uxizal ou Tambaí são quilombos em nossa região.


Ledo engano.
De Abaetetuba a Alcobaça (Tucuruí) para além das cidades ou dos barracões onde emergem os elos representantes das oligarquias, dizque notáveis - em todos os lugares, há reminiscência de quilombo. 


Importante, quilombos não são espaços de negros - são espaços de resistência aos sistemas dominantes onde estavam também negros, mas muitos soldados em degredo (muitos de origem indígena), mulheres fugindo da dominação masculina, estrangeiros como os judeus, fugindo de perseguições.



Ainda assim, é a negritude que se torna alvo das estruturas de dominação.
Mas você que não é "negro retinto" e alimenta essa cultura fascista travestida de humanismo da "Consciência Humana" pode usar esse dia para buscar sua ancestralidade. Ou para desenvolver a empatia por quem ficou mais de  300 anos sofrendo o jugo da escravização. E com os quais não conseguimos saldar tal dívida.



Outros precisam apenas olhar bem para o espelho e se perguntar porque raspou a cabeça e nas meninas qual o sentido do uso dos métodos  alisantes e da chapinha em sua cômoda e indagar sobre quem realmente você é.



"Máquinas zero" e chapinhas não mudam a história.
Mas você que enfileira-se na "Consciência Humana" pode buscar um entendimento melhor de quem você é e de onde veio.


Somos um país racista! 
Mocajuba é uma cidade muito racista.
Busque o espelho, os livros e a história oral.



Objetivamente, é assustador como as pessoas reproduzem estapafúrdia idéia de consciência humana como se estivessem contribuindo para a melhoria nas relações entre brancos e negros - e não raro, são pessoas que estão de boa fé e não se percebem usadas para a reprodução de um instrumento de diminuição da questão negra no país.


É um processo assustador!

(Por Carmen Américo, cabocla amazônida)


domingo, 19 de novembro de 2017

Mocajuba uma cidade curiosa: 300 mil reais para um médico em um sistema sem material básico para atendimento



O portal da transparência é uma exigência de lei que pode nos ajudar a fortalecer o processo democrático. 





Os dados estão no portal da transparência referem-se ao pagamento do médio Alexandre da Silva Neto que de janeiro a setembro de 2017 desse ano já recebeu mais de 300 mil reais por seus serviços. 




Um médico cirurgião que foi contratado para trabalhar por 20 dias durante o mês - folgando os demais. O que segundo relatam os funcionários do hospital era cumprido corretamente. No entanto, repentinamente Alexandre Silva deixou o posto de trabalho.


Entramos em contato com o médico para entender os motivos de sua saída. Mas ele reservou o direito de não falar nada e nos desejou "boa sorte". 


Contudo, são constantes as reclamações de ausência de médicos no Hospital da cidade assim como é frequente o não atendimento munícipes nos postos de saúde por falta de materiais básicos - como já publicamos aqui.


Olha a contradição em que estamos envolvidos. Mantemos médicos a preços estratosféricos. Mas não temos materiais para atendimento nos postos. 

A rigor, hoje estamos com ainda com dificuldade no atendimento médico e sob o risco de interrupção do serviço.



****



A prefeitura ainda na gestão de Rosiel Costa e Antônio Castro foi obrigada pela justiça a implementá-lo sob ameaça de cassação do mandato por descumprimento da Lei de Acesso a Informação. A Câmara Municipal também implementou. 


Todavia, a transparência pública não se faz apenas com a introdução dos dados no sistema - é preciso que a população participe, veja os dados, confira, dialogue com a gestão. Quando mais a gestão responde e apresenta os dados mais as pessoas sentem-se a vontade para participar e confiar na gestão pública.



Nele também é possível ver as contradições da gestão pública e os desafios que ela enfrenta. Vejamos o caso da contratação dos médicos e médicas para atendimento clínico e cirúrgico na cidade. 

É importante que todos participem e familiarizem-se com o portal. Clica aqui.




domingo, 12 de novembro de 2017

Mocajuba e o muro das lamentações: prefeita explica a situação dos prestadores de serviço que denunciam falta de pagamento, moradores cansam da sujeira e pagam coletores privados. E o que diz a prefeita?



Dentre os diversos lamentos que recebemos de Mocajuba (PA) nas últimas semanas está a questão agonizante da limpeza pública. 
Recebemos diariamente fotos de lixo exposto nas ruas - especialmente naquelas dos bairros mais afastados do centro.  


Bem, a situação de privação de direito na cidade é fato concreto, explícito e que qualquer *menino catarrento pode ver. A questão é até quando vamos suportar e quando vamos descobrir é preciso mudar a forma de cuidar da cidade e eleger nossos representantes. 




lixo nas ruas de Mocajuba
imagem autorizada
lixo acumulado nas ruas
fotos enviadas pelos moradores

lixo acumulado nas ruas
fotos enviadas pelos moradores




Outro lamento profundo refere-se a questão do pagamento dos prestadores de serviço da limpeza pública fomos informados que havia uma dívida da prefeitura como os proprietários dos veículos desde de fevereiro do corrente ano. 


Um lamento diferente, pois origina-se de seus apoiadores de campanha que foram contemplados com tais vagas no serviço público, que em verdade revelaram-se um "presente" de grego. Então consultamos a quem de direito - "minha prima" prefeita Fátima Braga (PMDB). 




Fátima Braga
Prefeita de Mocajuba 


O pagamento de cada aluguel dos carros custa aos cofres da cidade R$2.000,00, enquanto que os motoristas recebem R$1.500,00 brutos. Além disso há o abastecimento dos veículos pela prefeitura. Mas muitos prestadores não recebem os devidos pagamentos e estão reclamar e lamentar.


Fátima, muito educada e solícita, respondeu-nos.  

Reconhece que existem dívidas, sim. Contudo, não referem ao mês de fevereiro pois o houve uma doação dos serviços pelos proprietários  até julho. Quanto aos demais meses atribui a falta de pagamento ao crise financeira deixada pelo *zinho que governou a cidade antes dela. Dentre tais dívidas está o INSS. 


"Tenha certeza da dificuldade de colocar o município na regularidade fiscal. É um sacrifício necessário para melhorar a vida de todos."  


Fátima também destacou outra questão que foi muito zelada também por Rosiel Costa (PR) no início do governo. O município precisa pagar suas dívidas para que possa habilitar-se para receber novos recursos. 

Lembram que o governo do Rosica, ex-prefeito acusado de formar uma quadrilha para roubar os cofres da cidade, também foi orientado por essa premissa? 

Pois bem. 
A prefeita atual segue pelo mesmo caminho administrativo. Ela nos diz: 

"Tivemos que fazer a opção. E gerencialmente, e necessário habilitar o município aos programas dos ministérios e do próprio estado. Sair do Cauc."

Cauc,  é uma sigla sonora para "Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias" uma espécie de SPC dos municípios. Se não estiver em dia com o governo federal e estadual, não recebe nada. 


Fátima Braga tem compromisso político com Helder Barbalho (PMDB) que intenciona candidata-se ao governo do Pará. Para poder convencer a população que Helder Barbalho "presta" - como se diz em bom mocajubês, ela precisa mostrar trabalho, fazer obra, fazer festinha de inauguração, muito vuco-vuco. E para isso precisa pagar as contas para receber dinheiro novo como aquele que pode vir dos convênios anunciados recentemente lá no Salão da Santa.


Ou seja, tem que pagar as dívidas para receber recursos novos e também para organizar a casa, como a viabilização da aposentadoria dos servidores que hoje não pode ocorrer e com isso os recursos que deveriam ser usados na prestação de serviços são usados para pagar os aposentados e aposentadas que não podem ser encaminhadas ao INSS porque o município estava devendo milhões - apenas relativo a multas - 26 milhões. 



E pagamento dos prestadores de serviço Carmen

Bem...

Acredito que insere-se no "no sacrifício necessário" a que ela se referiu na entrevista. Mas também nos informou que vai buscar regularizar até fevereiro. 

Destacou que as dívidas do município causaram um desajuste nas contas. "Desde 2013 ate 2016 município deve 50 milhões. Esta dívida foi parcelada em 200 meses, sendo que as seis primeiras parcelas (que vencerão em dezembro) é de 200 mil reais. Essa condição, desde julho, causou um grande desajuste nas contas".  


Pois bem...
Meus prezados e prezadas,


A oligarquia (pequeno grupo que se reveza no poder desde a fundação da cidade) faz o bobagem e o a cidade sofre. Os cidadãos e cidadãs sofrem - sofre mais quem tem menos e mora nos lugares menos favorecidos. Mas todos sofrem. Inclusive aqueles que apoiam a oligarquia. Muitos sentem-se frustados e enganados e isso reflete-se na intermitência do serviço público. 



Com a falta de pagamento e a desorganização da coleta - a cidade está literalmente ás moscas com mais moscas na periferia. pois onde vive a parentela da oligarquia dá-se um jeito de limpar. 


A iluminação pública é melhor. 
A rede de água dá conta de abastecer... 


Dizem as boas línguas da cidade que a única rua que não falta coleta é a rua da prefeita, não porque ela exija isso, mas pela prática clássica de clientelismo e servidão de muitos que operam a máquina pública. Culminam fiscalizando o trajeto que ela faz. Será mesmo? 



Beeem...

Fátima Braga (PMDB) conseguiu a proeza de fazer alguns sentirem saudades do fatídico governo de Rosiel Costa (PR). 



E logo ela que elegeu-se com uma estratégia de voto útil, votos de rejeição a Rosiel Costa (PR) e pela necessidade de tirar seu grupo (outra fração da mesma oligarquia) imediato do comando da prefeitura. 



Diante do desespero da imersão na sujeira as pessoas estão pagando coletores privados para reduzir a sujeira das ruas, evitar o mau cheiro, espantar os urubus e reduzir as possibilidades de contaminação.


Vídeo enviado ao blog 

Rua Nossa Senhora das Graças 

Em tempos de internet, a população segue a reclamar e aqueles que a elegeram - em sua maioria, a lamentar. Só não lamentam, por razões óbvias aqueles que arrumaram "uma colocação" e estão com pagamento em dia.  


A prefeita elegeu-se sob o lema Agora é o Novo. Mas está difícil para o povo entender que há algo novo. Tudo está pior do antes. 

Bem estamos tentando entender as razões dessa situação de caos na cidade e vamos conversar melhor com a prefeita sobre suas razões. Assim que eu estiver plenamente recuperada. Combinamos.


Enquanto isso, mocajuba segue a lamentar. 
Outros, a agir fazendo o papel que era do poder público.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Mocajuba das Artes: Éricles!


Olha ai nossa gente mocajubana cabocla de raiz negra mostrando talento.

Esse vídeo do mocajubano Éricles, moço estiloso neto do "seu" "Caboquinho" da Prainha, nosso mago das ervas e dos encantos -  está chamando atenção na internet. Èricles graduou-se em Mocajuba em Ciências pela UFPA e partiu para o Tocantins para estudar Geografia. 

Um cientista-geógrafo-artista-mocajubano: que beleza.

Ele é mais um de nossos jovens estilosos e talentos que a cidade não abriga. 
Não oferece possibilidades. 
Cresça e apareça Èricles, e volte.
Volte logo para cantar em Mocajuba (PA).

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Mocajuba: mocajubanos e mocajubanas vão ás ruas pela manutenção da agência do Banco do Brasil

Mocajuba
foto: reprodução




A cidade corre o risco de ter um certo status de vila pelo descuido de suas elites mofadas diante do risco de perder a única agência do Banco do Brasil. O Banco do Brasil local passou por dois grandes assaltos em pouco tempo o que destruiu parcialmente o prédio e expôs os funcionários e clientes a violência visto que foram transformados em reféns. O que veio a calhar para os planos de reestruturação nacional que prevê o fechamento de mais de 700 agências. Mas não parece muito ponderado fechar a única agência de uma cidade no interior da Amazônia.


O Banco do Brasil, a despeito de seus lucros (aproximadamente 5 bilhões apenas no primeiro semestre), considerou que Mocajuba (PA) não é lucrativa - além do óbvio risco aos funcionários. São muito correntistas na cidade e além do transtorno da não movimentação do dinheiro, a saída da agência compromete o acesso ás linhas de créditos e outros serviços. Impacta o dinamismo da economia local que já anda há muito comprometido. Um segmento gravemente impactado são os aposentados e pensionistas que terão ficaram reféns da pequena estrutura e falta de segurança dos Correios ou terão que deslocar-se até as cidades vizinhas. 

Pois bem, nossa elite silente e com cheirinho de mofo não tem conseguido reverter essa situação com a mesma destreza que consegue cargos para os seus, verbas ou emendas para se manter no poder vendendo as benesses públicas com benemérito seu.



Mocajuba é um cidade de menos de 20.000 eleitores, mas é sempre muito disputada no jogo eleitoral Estadual com desfile constante de autoridades nacionais e estaduais. Contudo, o cidadão e as cidadãs comuns não sentem os efeitos de jogo político e a cidade peca no cuidado com seus habitantes. E também com seus empresários e empresas. 



O Banco do Brasil está na mesma situação dos empresários locais de todos os tamanhos e dos moradores que são castigados pela violência, pelos assaltos e debilidades dos serviços públicos. A diferença é que o Banco do Brasil é uma empresa em busca de lucros e não tem raízes no lugar, além de que tem a liberdade de sair no momento que lhe convir diferente da maioria dos mocajubenses que são obrigados a ficar seja pela impossibilidade migrar, seja pelas relações sociais e de afeto com a cidade. 


Pois bem, se a elite oligárquica silente e mofada não luta pelo território - a sociedade civil resolveu lutar. 






Convite!
Juntemo-nos ao Comitê!
Vamos ás ruas. 
[Ps. eu sou Matinta, irei em espírito] 


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Mocajuba: Gerson Campelo faz um balanço do Dia Nacional da Juventude.


jovens na preparo da recepção do evento
foto: Gerson Campelo\Facebook


O Dia Nacional da Juventude que ocorreu no último final de semana em Mocajuba (PA) -  é um dos eventos mais significativos e prenhe de esperanças para o jovem da Amazônia Tocantina. São três dias em que o viço da vida caminha pelas ruas de Mocajuba (PA). Não o considero importante apenas para o jovem católico - mas para todos os jovens de todas as crenças ou não crentes - mas humanistas. 


Nossa juventude cabocla e preta, branca e aquela de toda cor -  tem um espaço de protagonismo para discutir seu presente e seu futuro. Para pensar seu território e como manter a esperança viva em tempos tão fúnebres no país para nossa gente miúda e também para nossa gente graúda comprometida com muito mais que seu próprio nariz.


Gerson Campelo pode contar melhor para vocês. 
Ele publicou um balanço que reproduzimos aqui.
Leia com atenção e deguste cada palavra - lá naquele canto de sua alma que mantém a esperança viva.



No conjunto da obra o Dia Nacional da Juventude foi muito bom. Valerá a pena passar o sufoco e transtornos que passamos, tentamos fazer tudo de acordo com o planejado e foi o que aconteceu. 

















Imprevistos aconteceram?
Sim. 
Infelizmente.
Mas isso serviu de lição pra não ficarmos esperando muito dos outros, nossa maior preocupação era proporcionar três dias de alegria que envolvesse segurança, conforto e tranquilidade para os jovens que aqui estariam. 


Nos desesperamos quando os jovens estavam chegando e os alojamentos estavam sendo despachados, nos desesperamos quando ao encerrar a programação tarde da noite não tínhamos ônibus suficiente para levar os jovens para os bairros distantes, correndo o risco de serem assaltados, nosso desespero não era pra conforto deles mais sim pela segurança, afinal todos sabem da situação que se encontra nossa Mocajuba. 

Mesmo assim fomos na cara e na coragem e com muita fé em Deus, as vezes nós mesmo íamos escoltando os jovens de moto só pra ter a garantia de que iam chegar bem. 



Valeu a pena tudo isso, Deus sabe o que faz, talvez isso tenha servido para os que não são daqui verem como estar nossa cidade pra depois não ficarem dizendo que é mi-mi-mi, do povo que reclama de tudo. 









Tínhamos mais de 800 jovens de todos as cidades vizinhas e da Trans-Amazônica, viram que a cidade não apresentou nem um pouco de hospitalidade, embora todos tenham gostado da missão, do evento em si, a impressão que levaram da cidade é a qual nós temos, é a realidade que vivemos, pura verdade. 




No sábado os jovens saíram pela cidade toda fazendo visita nas casas das famílias. O que viram? Ruas tomadas por lixos e tudo mais. A noite quando vinham das comunidades encontravam ruas em total escuridão e assim por diante. 




Essa é a realidade que nos encontramos. Em fim não é disso que quero falar, porém foi necessário.


Queremos agradecer às paróquias que abrilhantaram a noite cultural no sábado. Foi muito lindo. As apresentações, em especial. Os nossos jovens do distrito Nazaré com a ajuda do coreógrafo Paiaco. Parabéns meninos!! Pecamos na animação infelizmente isso acontece. 


Bom, só temos a agradecer a Deus por ter nos dado força, coragem e determinação pra realizarmos esse evento, principalmente às comunidades que abraçaram essa causa, sem o apoio delas sem dúvida não conseguiríamos fazer nada, a cada jovem que se dedicou, dos distritos e dos grupos de base... 
Muito obrigado! 
Foram três dias que não nos alimentamos direito. 


Não dormimos direito, nem em nossa casa fomos. 


Tudo pra proporcionar o melhor de nós para o evento. 
E foi o que fizemos. 



Não posso deixar de falar aqui do jovem Jonas, enquanto nós trabalhávamos e nos divertíamos um jovem companheiro e querido por muitos ceifava sua própria vida, um fato triste que abalou toda equipe da organização. Dias antes tinha prometido que iria estar conosco no DNJ. Mas infelizmente não foi o que aconteceu. 



Meus sentimentos a família choramos com vocês essa dor. 
Isso nos fez refletir sobre nós mesmos. Nossa juventude e suas dores interiores que na maioria das vezes não consegue expor pedindo ajuda. Na Pastoral da Juventude (PJ) nos tornamos amigos, irmãos, família, por isso sentimos tanto isso. 
A pastoral da juventude é vida.

É sonho.


É esperança.


Não podemos deixar isso tudo ser deturpado por idéias vazias que não oferece ao jovem oportunidades de vida nova e no DNJ vivenciamos tudo isso intensamente em três lindos dias. 



Obrigado a todos que realizaram esse evento tão lindo.
(Gerson Campelo)
"Veja bem, meu amigo, a consciência é um orgão vital e não um acessório, como as amígdalas e as adenóides."(Martin Amis)

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