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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Transcametá, a rodovia da madeira ilegal no baixo-tocantins

No dia 20/04/2010fiscais fizeram um grande operação vizando combater a exploração ilegal de madeira na região vizinha de Mocajuba, a cidade de Baião.                                                                    Hoje os técnicos da Sema-PA estão direcionando-se para a área para medir a madeira. Geralmente, as madeiras apreendidas são doadas a obras comunitárias.                                                         Os fiscais apreenderam  2.700 metros cúbicos de madeira serrada e em tora, o equivalente a 175 caminhões carregados, e fecharam quatro serrarias, aplicando cerca de R$ 817 mil em multas ambientais no km 50 da Rodovia BR-422, conhecida como "Transcametá", em Baião (PA).

È muita madeira!!!! E podem ser realizada muitas coisas, seja com recursos oriundos da venda da madeira, seja com a madeira em si.

Alôôô !!! Pessuár dé Baião !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Imagens Ibama e Panorâmio

Esta questão é muito interessante para a gestão ambiental e terriórial do baixo-tocantins. Na região existe pouca madeira, poucas áreas de floresta primária devido a exploração histórica. A  Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho é uma reserva extrativista  situada no município de Baião (Pará). Uma das poucas áreas de floresta preservada e que por força de lei foi definida como área não-explorável a "corte raso", o famoso " no toco".

O Ibama acredita que as madeira encontrada nesta ação na região vem na realidade de Oeiras-PA. Mas sem a fiscalização constante o resex de de Baião, cidade vizinha de Mocajuba, sofreria pressão maior do vem sofrendo.

È muito importante que Baião aposte na gestão da resex e lute pela implementação de fato da Resex Ipaú-Anilzinho que já tem dos quais quase 10 mil hectares estão desmatados.

Ela já congrega iniciativas revolucionárias de gestão sustentável de recursos como a questão do poço de Carbono, um projeto em parceria envolverá as comunidades da Resex, o Governo Federal, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), o Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor), o Escritório Nacional de Florestas-Internacional (ONFi) e a empresa Voyageur du Monde.



A Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho foi criada por decreto presidencial em junho de 2005, possui 55.816,10 hectares.

As sanções ocorreram durante a operação "Transcametá 50°", organizada para combater o comércio e transporte ilegal de madeira no entorno da Reserva Extrativista (Resex) Ipaú-Anilzinho. “Verificamos que o número de serrarias, em poucos meses, havia dobrado no Km 50 da rodovia”, explica o chefe do escritório do Ibama em Tucuruí, Cláudio Haydemar, que coordenou a operação, com apoio da Polícia Militar.

A região, segundo o Ibama, é vulnerável por causa da proximidade com a unidade de conservação, fazendas e assentamentos de sem-terras, o que facilita o crime ambiental.

Apesar de vizinhas da Resex Ipaú-Anilzinho, Haydemar acredita que a madeira ilegal apreendida nas serrarias saiu da Resex Arioca-Pruanã, em Oeiras do Pará, a cerca de 180 km de Baião.

“Sem a ação da fiscalização era questão de tempo para a exploração ilegal de madeira entrar também na Resex Ipaú-Anilzinho”, diz ele.



Das seis serrarias existentes na Transcametá, três foram fechadas por falta de Licença de Operação. Apesar de ter a documentação regular, a quarta também foi lacrada por possuir cerca de 615 m3 de madeira ilegal armazenada no pátio.



Em maio de 2009, duas das empresas já haviam sido multadas e embargadas pelo Ibama. Como as serrarias romperam o lacre das máquinas, os proprietários serão notificados e multados também por desrespeitar a sanção. De acordo com o artigo 79 do Decreto 6514, de 2008, a multa por descumprir embargo pode chegar a R$ 1 milhão.

O escritório do Ibama em Tucuruí, de acordo com Haydemar, vai recomendar à Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará, responsável por emitir a Licença de Operação das empresas, e ao Ministério Público Federal que as serrarias sejam retiradas definitivamente do entorno da unidade de conservação. (Ascom Ibama)

Com informações da Ascom/Ibama e Icibio.

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