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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

BRASIL-AMAZÔNIA-PARÁ

 

Projeto reconhece fruto como brasileiro e evita tentativa de patente do nome açaí por empresas estrangeiras, como ocorreu há alguns anos com o cupuaçu.

 

 

 

A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira (18) o projeto de lei (PLS 02/11) que designa o açaí como fruto nacional. A medida tem o objetivo de proteger a marca ‘açaí’ e evitar tentativa de empresas estrangeiras em patentear o nome do fruto tipicamente amazônico e já conhecido mundialmente. Como a proposta foi aprovada de forma terminativa, será encaminhado para a Câmara dos Deputados após cumprir o regimento interno do Senado.
"O Brasil deve ter mais atenção e proteger as riquezas da Amazônia, não só fisicamente, mas também no campo das ciências e das patentes. Afinal, corre-se o risco de alguma empresa querer patentear o nome açaí como marca e termos problemas no futuro", explica Flexa Ribeiro.
"A proteção da marca açaí é apenas um passo. Apresentamos projetos também para incentivar o replantio de áreas já abertas com a fruticultura. O governador Simão Jatene também trabalha no sentido de ampliar um programa de incentivo ao cultivo e produção do açaí. Só assim poderemos aumentar nossa produção e atender a enorme demanda interna, do povo paraense e a externa, do mercado internacional. O preço subiu muito e só com aumento de produção poderemos baixar o valor do açaí, que é item básico na alimentação do paraense", afirma Flexa Ribeiro.
Relator do projeto, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) elogiou a iniciativa. "Já existia a designação do cupuaçu como fruto nacional, justamente por conta de um problema com patentes no passado e foi feito isso para proteger o nome do fruto. Agora, apresentamos um substitutivo e incluímos o açaí, juntamente com o cupuaçu, como fruto nacional", afirma Walter Pinheiro.
Relembre o caso da guerra pela patente do cupuaçu

Em 2008, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que estabeleceu o cupuaçu como fruto nacional. Foi o desfecho de uma ‘batalha’ que começou em 2000, quando a empresa Asahi-Foods, do Japão, requereu direito de comercialização da marca "cupuaçú". Além disso, a empresa também queria patentear os métodos de produção industrial do cupulate, o chocolate obtido a partir da semente do cupuaçu.
Por volta de 2003 a notícia veio à tona e ganhou grande repercussão na mídia, contando inclusive com campanha de ONGs e entidades civis com a corrente "O cupuaçú é nosso". Tornou-se uma bandeira de luta contra a biopirataria. Em 2005, por decisão da Cancellation Division da União Européia, o registro do nome feito pela companhia nipônica foi cassado em todas as nações integrantes do bloco. O projeto de definição do açaí como fruto nacional antecipa e evita um novo problema e a possibilidade de futuras batalhas judiciais.
Números do açaí no Pará
300.000 pessoas trabalhando com açaí. São apanhadores, atravessadores, batedores e vendedores do fruto.
700.000 toneladas de açaí produzidas por ano
US$ 20 Milhões em exportação do ‘mix’ de frutas do Pará em 2010
85 agroindústrias no Estado comercializam açaí

Fonte: Blog do Bacana

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Municípios Paraenses: O Baixo Tocantins na Agenda Positiva

Nesta sexta-feira (4), a Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep), suas Associações e Consórcios realizarão, em Castanhal, o Seminário Regional para o Desenvolvimento Integrado/Região do Guamá. No sábado (5), o evento ocorrerá em Abaetetuba, contemplando os municípios da Região Tocantina.



Em ambos, a Famep seguirá o caminho trilhado desde o primeiro evento, promovido em 21 de janeiro para os municípios da Região Metropolitana de Belém, ou seja, fazer um levantamento das parcerias estabelecidas com os governos do Estado e Federal, e elaborar um agenda propositiva para ser apresentada futuramente à presidente Dilma Rousseff e ao governador Simão Jatene.



A intenção da Famep é qualificar ainda mais os debates com ambos os governos e apresentar sugestões de obras e serviços que os prefeitos gostariam de ver implantados, seja para beneficiar os municípios que governam ou a Região em que se encontram.



Para se ter idéia da importância e amplitude do evento, no seminário da RMB, os prefeitos priorizaram o lixo e o transporte urbanos como questões fundamentais a serem resolvidas em busca do desenvolvimento sustentável da Região.



Já os prefeitos do Caeté, reunidos em Bragança na última sexta-feira, enfatizaram as áreas de saúde e de infraestrutura como prioridades para a Região. Outra preocupação desses gestores diz respeito ao destino dos R$ 366 milhões emprestados pelo governo Ana Júlia do BNDES. Todos ratificaram que os municípios do Caeté ainda não receberam o que lhes cabia dentro deste montante.



No seminário do Guamá, que conta com o apoio do prefeito de Castanhal, Hélio Leite, estarão presentes os prefeitos de Colares, Curuçá, Igarapé-Açu, Magalhães Barata, Marapanim, Santa Maria do Pará, Santo Antônio do Tauá, São Domingos do Capim, São Caetano de Odivelas, Maracanã, São Miguel do Guamá, São João da Ponta e São Francisco do Pará.



Em Abaetetuba, onde o evento conta com o apoio da prefeita do município, Francineti Carvalho, são esperados os prefeitos do Acará, Baião, Barcarena, Bujaru, Cametá, Concórdia do Pará, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Moju, Mocajuba, Oeiras do Pará, Tailândia e Tomé-Açu. Os próximos seminários acontecem na Região Capim, em Paragominas, no dia 11 de fevereiro e, no dia seguinte, 12, na Região de Carajás, em Marabá.
"Veja bem, meu amigo, a consciência é um orgão vital e não um acessório, como as amígdalas e as adenóides."(Martin Amis)

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