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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Uma esperança para Cametá e para o Cametá



CBF vai avaliar se o Mapará volta ou não para a Série D do Brasileiro

A Federação Paraense de Futebol (FPF) vai entregar hoje para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a decisão sobre a reinclusão ou não do Cametá na Série D do Campeonato Brasileiro. Hoje, a secretaria da entidade envia o pedido do Mapará ao departamento técnico da CBF, que tem à frente Virgílio Elísio. Ontem, por várias horas, o presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes de Lima, se reuniu na sede da federação com o diretor Paulo Romano e com o assessor jurídico Antônio Cristino Mendes para tratar do assunto. O vice-presidente da entidade, José Ângelo Miranda, chegou a participar do começo do encontro, mas se ausentou alegando motivos particulares.
Após o encontro, a assessoria da FPF informou que o parecer da entidade sobre o assunto será encaminhado hoje à CBF, que deverá se manifestar sobre a volta ou não do Mapará ao Brasileiro. Tanto o assessor jurídico da FPF, como o presidente Antônio Nunes se negaram a informar o teor do documento, que será remetido à entidade nacional via fax.

Ao Cametá resta agora esperar pela manifestação da confederação. Caso a entidade venha a indeferir o pedido, o campeão paraense poderá partir para a Justiça Desportiva para tentar reaver a vaga que perdeu por decisão do ex-presidente do clube, Orlando Peixoto Marques.

Ao deixarem a sede da FPF, no começo da noite de ontem, tanto Nunes como os demais participantes da reunião se negaram a conversar com a imprensa sobre o assunto. Por telefone, o novo presidente do Cametá, Paulo Otávio Amorim, informou que o clube vai esperar pela manifestação da CBF para partir ou não para a esfera jurídica. Ele reafirmou que o advogado Osvaldo Sestário está contratado para defender os interesses do clube junto à CBF, no Rio de Janeiro. Segundo o dirigente, o advogado já recebeu cópias dos documentos protocolados pelo Cametá na última quarta-feira junto à FPF e que foram analisados ontem, pelos dirigentes da entidade estadual.

Fonte: http://www.orm.com.br/oliberal

Comissão da Verdade: Foi Quarta-Feira, Mas ainda está valendo....

Dilma Roussef em 1970, na Sede da Auditoria Militar
A presidente brasileira, Dilma Rousseff instalou nesta quarta-feira a Comissão da Verdade, que terá a responsabilidade de investigar violações dos direitos humanos durante a ditadura, mas não de julgar os responsáveis. Rousseff, que chorou ao lembrar o sofrimento dos familiares dos mortos e desaparecidos durante a ditadura, nomeou sete integrantes da comissão em um ato em que participaram os ex-presidentes brasileiros, assim como os comandantes das Forças Armadas. A presidente garantiu que o objetivo da comissão será recuperar a verdade sem revanchismo para alcançar a reconciliação nacional.
"O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, especialmente, merecem a verdade todos que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo a cada dia", afirmou Dilma, que interrompeu seu discurso pelos aplausos e para secar suas lágrimas.
A comissão terá um prazo de dois anos para investigar crimes contra os direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988, embora se concentre no último regime militar (1964-1985).

"Não somos movidos por revanchismo, o ódio ou o desejo de escrever a história de uma forma diferente da que ocorreu, mas a necessidade de conhecer sem ocultamento", disse a presidente, que esteve presa dois anos por sua militância em um movimento de esquerda que combateu a ditadura.

Sem citar especificamente a Lei de Anistia de 1979 que impede levar à justiça suspeitos de torturar, sequestrar ou assassinar durante a ditadura, Dilma lembrou que o Brasil recuperou a democracia graças a pactos políticos que serão honrados pela Comissão da Verdade. "Assim como respeito a luta pela democracia também respeito os pactos políticos que nos levaram à redemocratização", afirmou.

Dilma alegou que a instalação da comissão é um ato de Estado e não de Governo e nesse sentido disse estar alegre por ter a companhia dos líderes que a antecederam durante os 28 anos desde o fim dos 21 anos de ditadura militar. Em um ato simbólico, Rousseff chegou à cerimônia após descer a rampa interna do Palácio do Planalto ao lado dos ex-presidentes José Sarney (1985-1990), Fernando Collor de Mello (1990-1992) Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
A presidente destacou que a comissão foi criada durante o Governo Lula e que teve como antecedente a decisão de Cardoso de reconhecer a responsabilidade do estado nas violações aos direitos humanos durante a ditadura e compensar os familiares dos mortos e desaparecidos.

A comissão será integrada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles, o ex-ministro de Justiça José Carlos Dias, o sociólogo Paulo Sergio Pinheiro, a psicanalista María Rita Kehl, o advogado José Paulo Cavalcanti Filho e a advogada Rosa María Cardoso da Cunha, amiga pessoal de Dilma e defensora de presos políticos durante a ditadura.
Apesar da lei de criação da comissão estabelecer que sejam investigadas tanto as violações cometidas pelos agentes do estado como pelos militantes que se opuseram à ditadura, seus integrantes deixaram claro que se concentrarão nos primeiros. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mocajuba: É preciso manter a cabeça fria

Devido a exclusão do objeto que deu origem a essa postagem e em atendimento a solicitação de Ana Soraia Guimarães estamos retirando as imagens da postagem e ocultando seu texto. E que o debate político eleitoral siga de forma respeitosa e democrática. 




A eleição está só começando e principalmente o pessoal que fica ao redor dos candidatos precisa andar, sim pisando em ovos e tomar cuidado para não arrumar "confusão de graça".




Eu prezo e primo pelo bom debate, não gosto de PASQUINS, ou Perfis Fakes, como se diz na linguagem de internet quando alguém cria um perfil que não permite lhe indentificar. 

Tenho um blog de opinião há cinco anos. Lê quem gosta ou não gosta, mas precisa ler. Afinal se importa. 



Matenho o espaço aberto para quem quiser falar, respoder ou achar que tem direito de resposta. Muitas vezes falo o que penso, outras apenas informo sobre o que acho relevante para a cidade ou o que o tempo me permite.



Na internet, também existem regras de etiqueta e seriedade. Por exemplo, se você cita alguém e esse acha que não foi de alguma forma ofendido ou que a "notícia" tem apenas a intenção de lhe prejudicar, essa pessoa tem direito de responder dentro do mesmo espaço. Não dá apenas para tentar de alguma forma prejudicar ou minorar alguém ficando incólome. Dentro da rede valem as mesmas regras da vida social, a não ser que os agentes reproduzam os mesmos comportamentos de pessoas poucos sérias na vida real.


Debate é debate. Notícia é Notícia. Opinião é oponião. E quem entra na chuva tem que saber se molhar e sem molhar "sem se queimar", especialmente, a tôa.

È, mas ou menos como diz a molecada, quem não sabe brincar não desce para o play. 



A postagem que você vê no ínicio da postagem vou enviada a mim por Ana Soaraia Guimarães, em marcação, que é uma espécie de chamamento automático da rede social Facebook. A postagem publicada no portal de Ana Soraia Guimarães, irmão do candidato José Antônio Guimarães e dizia como vocês podem ler que ninguém, inclusive eu a marcasse (avisasse) de qualquer "BAIXARIA".

A baixaria a que ela se refere diz respeito as respostas de um perfil  chamado Diário Mocajubense que chamava sua atenção (um pito mesmo) por ela ter, como postamos aqui, criticado duramente seu primo e primo de José Antônio Guimarães(PV)  nas redes sociais - o Zeca do Bi.




Eu, fui ler a postagem em que ela chamava minha atenção. A primeira imagem desse post. Onde ela diz textualmente:


"Meu povo mocajubense, ñ preciso inventar nomes em perfis para expor o q eu acho da politica em nossa cidade, mas como o Diario Mocajubense tah fazendo questão de me desmoralizar, ficarei off a tudo q estiver relacionado com a politica em mocajuba, sei q povo ñ é burro, ele vai tirar suas conclusões. Então, peço ao Plantão Mocajubense, a Carmen Americo, a Max Pierre Ice e outros q ñ me marquem nessa baixaria, ñ preciso disso, tenho uma familia estruturada e muito amada. Desejo sorte a todos candidatos e em especial a meu amado irmão José Antonio Guimarães.










Eu postei um comentário de socitação de esclarecimento, que ao invés de respondido, foi APAGADO e  recebi um comentário em OFF (uma caixinha que só eu ela ela poderíamos ver , se não fosse um ferramenta que permite que a gente copie tais conversas). Ou seja, ela apagou minha manifestação mandou-me esquecer do tema. Mas manteve meu nome do tal post da "baixaria". Eu claro, não achei justo.Na sequência tentou ordenar-me que, mesmo meu nome estando lá, exposto, porque agora todos podem entrar lá dizer o que quiserem - que eu não fizesse nenhuma postagem mais. Até ouvi o som de uma voz vindo do além: cala-te.


Textualmente:


"se quiser me dizer algo entra em contato comigo
mas não fica ai colocando nada"



Não gosto de "baixaria" e meus ataques, que não são poucos, são as más práticas das pessoas públicas, a exemplo daquele-um. Se ouve alguma baixaria na condução do debate sobre as possíveis alianças não partiu desta blogueira. Então, não achei pertinente que se mantivesse marcado meu nome nesse tipo de citação.




Também, não gosto desse tipo de postura.






E estou mantendo aqui (na primeira imagem do post) meu comentário que foi sumariamente apagado. Por uma questão de justiça também manterei a conversa que se seguiu em diante com tentativas de contato via telefone por Ana Soraia Guimarães. Que não aceitei, não é porque tenha algo contra a moça, mas  porque o único tema que teria com ela era a manutenção de meu protesto e solicitação de esclarecimento de uma situação que foi criada por ela dentro do ambiente virtual e dentro dele tem que ser resolvido. Nada além disso. Se era apenas um questão de diálogo, Ana Soaia Guimarães não deveria ter, ela sim, me ligado,  ao invés de expor meu nome na rede?








 Como a eleição está só começando, é preciso que a gente se atenha a alguns detalhes, especialmente que a vida vai continuar depois disso tudo e que tem muita gente que pode assumir posturas com as quais terá que conviver para o resto da vida.

E como tudo foi finalizado na paz. Mas sem a retirada do meu nome da tal citação e nem o esclarecimento de Ana Soraia sobre a que afinal ela está se referindo: a brigas familiares em torno da política, ao uso de Fakes, a cobrança pública que ela sofreu... ? Não sabemos.






A conversa encerrou-se da forma que vocês podem ver nas imagens seguintes. Ela manteve os posts seguintes, afinetou-me, e fez um gracejo educado no final. Coisa fina mesmo.




Afinal, não conheço essa senhora, a não ser por um ou outro cruzamento em situações públicas, no calçadão da praia de Mocajuba e etc e tal. E achei que não valia a pena engrossar o debate já que ele não é sobre aquilo que me interessa que é a gestão pública, as propostas de desenvolvimento para a cidade e a transparência e seriedade no uso de recursos públicos.  E por isso não teria motivos para ligar por conta da citação que ela fez questão de fazer via internet. Na internet nasce, na internet se resolve.




Desejo do fundo do coração a Ana Soaraia Guimarães uma boa campanha eleitoral e contem comigo na divulgação de ações e propostas lideradas por José Antônio Guimarães (PV) para Mocajuba, assim como todos os demais candidatos podem contar.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Brasil: Marcio Pochmann: ‘Ascensão da classe trabalhadora dá sinais de esgotamento’


Marcio Pochmann


Prestes a disputar a eleição municipal em Campinas, o economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nega a existência de uma nova classe média no Brasil em seu novo livro A Nova Classe Média?, da Editora Boitempo.

Na obra, o economista defende a tese de que a mudança social dos últimos oito anos não resultou na criação de uma nova classe média no País. Segundo ele, os empregos gerados nos últimos anos criaram uma classe trabalhadora consumista, individualista e despolitizada.

Esse movimento de ascensão da classe trabalhadora, segundo Pochmann, apresenta sinais de esgotamento, e agora o governo deve buscar outras maneiras de gerar emprego.
O economista deve sair em breve do Ipea, onde está desde 2007, para concorrer à prefeitura de Campinas pelo PT. O livro será lançado no próximo dia 29, durante debate na sede da PUC, em São Paulo.

CartaCapital: O senhor fala que há um despreparo das instituições democráticas para canalizar os interesses da nova classe trabalhadora. Por quê?
Marcio Pochmann: Estamos observando uma despolitização nesta ascensão social no País. Ela vem envolvida nos valores do mercado, e não poderia ser diferente. Foi assim nos anos 70. Naquela época, havia uma ação mais direta das instituições, o que nós não estamos vendo hoje.
Há um despreparo das instituições para lidar com esse segmento que, possivelmente, liderará o processo político brasileiro. De alguma forma, esse segmento conduzirá a política brasileira. Seja pela direita, seja pela esquerda.
Os sindicatos, associações de bairro e partidos políticos estão observando esse avanço social que não se traduz em aumento das filiações nos sindicatos, nas associações de bairros, nos partidos políticos.
Veja que cerca de 1 milhão de jovens ingressaram na universidade através do Prouni. Isso é uma ascensão na universidade, mas se traduziu na ampliação e reforço do movimento estudantil? A gente não observa isso.
Acontece a mesma coisa em relação aos leitores. Houve um avanço de mais de 40 milhões de leitores no Brasil, mas a ampliação da mídia escrita não se traduziu nesse mesmo sentido.
CC: Há uma explicação para isso?

MP: As instituições democráticas não entenderam ainda o que tem sido essa mobilidade social. Como nós temos pouco conhecimento, não temos uma ação mais identificada. Os sindicatos acabam sendo mais defensores do passado que protagonistas do futuro porque não conseguem criar um diálogo com esse segmento. É um desafio evidente para todos nós.
CC: O senhor fala que a classe trabalhadora é consumista. Isso é necessariamente ruim?
MP: Não, é um movimento natural que ocorre quando você não tem a politização, consegue um emprego e tem a elevação da sua renda. Você entende como sendo resultado do seu esforço individual quando, na verdade, nós sabemos que a geração e a elevação da renda dependeram de um acordo político, de uma decisão política, de um resultado eleitoral.
Portanto, o que eu quero chamar a atenção é que essa manifestação que se observa de forma mais clara é natural do ponto de vista da individualidade de cada um. Mas se não vem acompanhada de um processo de conscientização, essa ascensão pode ao mesmo tempo retroagir ou ser encaminhada para uma visão de sociedade muito diferente da que levou a uma ascensão social recente.
CC: Porque as pessoas identificam a ascensão como resultado do próprio esforço individual…
MP: Esse é o papel da politização, até porque você percebe que as coisas foram feitas com esses segmentos. Eles são favoráveis ao crescimento, ao emprego e assim por diante. Mas na questão dos valores mais amplos da política, como pena de morte, eles majoritariamente estão atrelados a visões muito ultrapassadas.
CC: A maior parte dos empregos gerados foi com rendimento próximo a um salário mínimo. Como o governo pode gerar empregos com melhor remuneração?
MP: Primeiro quero dizer que foi muito bom ter gerado esses empregos acompanhados da formalização e do aumento do salário mínimo, tendo em vista o estoque de desempregados que nós tínhamos. Nos anos 2000 eram praticamente 12 milhões de pessoas desempregadas. Se o Brasil não gerasse esse tipo de oportunidade, se gerasse empregos de classe média, que exigem maior escolaridade, esse segmento que ascendeu não teria ascendido. Mas esse movimento está apresentando sinais de esgotamento. Porque a questão fundamental neste momento é a ampliação dos investimentos para aumentar a capacidade produtiva. E o aumento de investimento, novas fábricas, novos avanços da produção vêm acompanhados de inovação tecnológica, maior exigência de qualificação, maior demanda de trabalhadores com escolaridade, portanto maiores salários e ocupações melhores.
CC: No livro, o senhor diz que as pessoas que acenderam socialmente nos últimos anos não podem ser consideradas de uma nova classe média. Por quê?
MP: Uma classe média tem ocupações diferentes dessas que foram geradas. Se fossem vinculadas a bancários, professores ou dirigentes de empresas, possivelmente nós poderíamos associar isso a classe média, mas não foram essas ocupações que deram razão a essa mobilidade social.
No caso brasileiro, parcelas significativas das ocupações não são geradas pela indústria, mas sim por serviços. Por isso, entendemos que são novos segmentos no interior da classe trabalhadora. A classe média tradicionalmente tem uma estrutura muito diferente desses segmentos novos que surgiram no Brasil. Ela tem mais gastos com educação e com saúde. O peso da alimentação é muito menor do que o que se identifica nesse segmento de renda de até 1,5 ou 2 salários mínimos mensais.
Ao mesmo tempo, a classe média poupa, não gasta tudo que ganha. Nela, a elevação da renda não se traduz necessariamente na elevação do consumo. Especialmente porque os bens que mais têm sido dinamizados no país, como eletrodomésticos, são bens que a classe média já possui. Então a classe média poupa. E isso é uma diferença que nós não identificamos nos segmentos agora em ascensão.
A classe média tem ativos e patrimônio. São várias características que infelizmente nós não conseguimos observar nesses segmentos que estão ascendendo. E são segmentos que, ao nosso modo de ver, dizem respeito à classe trabalhadora, tal como foi o padrão de expansão do Brasil nesses últimos dez anos.
CC: Essas particularidades mudam, alguma forma o foco das políticas voltadas a essa parcela da população?
MP: Esse debate, de como se identifica essa ascensão social no Brasil, tem implicações evidentes no posicionamento do Estado brasileiro, das políticas públicas. Se nós identificarmos essa ascensão como um movimento vinculado à classe média, certamente o papel do Estado estaria ligado à difusão dos serviços privados, por intermédio de subsídios, como através do Imposto de Renda, que subsidia gastos do setor privado da classe média. Hoje é possível descontar despesas de educação, saúde e previdência privada. São interesses diferentes da classe trabalhadora, que são por bens públicos de interesse coletivo: saúde pública, educação pública, transporte público.
CC: Quando o senhor deve sair do Ipea para se dedicar à campanha?
MP: Essa é uma resposta que eu não tenho condições de dar. Até o 6 de julho, eu sei que tenho que sair inexoravelmente. O dia que eu vou sair depende da presidenta, estou aguardando o posicionamento dela.
CC: O senhor até hoje só tinha ocupado cargos técnicos e agora está tentando a sua primeira eleição. Por que tomou a decisão de ser candidato?
MP: Eu me considero um intelectual de perfil engajado. Foi a partir de uma conversa com o próprio presidente Lula, em que ele chamava atenção às mudanças que o Brasil estava passando no começo desse século. As mudanças são muito diferentes daquela que o Brasil estava passando nos anos 70, começo dos 80, quando o PT foi criado. Hoje temos um ciclo de lideranças que foram forjadas num Brasil que quase não existe mais. Existe uma necessidade de renovação do PT, especialmente quando o partido está no auge ainda.
E tem também, outro lado. Em geral, a prefeitura existe como um cargo com menor visibilidade quando se compara com o Executivo estadual e nacional. No caso do Brasil, uma federação, o exercício de um mandato na prefeitura é absolutamente fundamental. Quando se lança uma política pública, se fala da experiência em determinada localidade, para saber se dá certo, dá errado, de poder tornar um programa de abrangência nacional. Temos uma oportunidade de testar experiências inovadoras no ponto de vista da administração pública a partir da experiência local. Campinas é uma cidade que permite essa oportunidade de iniciar um ciclo de inovações em políticas públicas que são necessárias para o Brasil de hoje.
CC: O senhor foi indicado pelo presidente Lula, a exemplo do que aconteceu em São Paulo com o Fernando Haddad. Há setores do partido que se incomodam com essas decisões tomadas com base no desejo do ex-presidente.
MP: No meu caso, tive essa conversa com o presidente Lula e depois comecei uma conversação longa com os militantes, com o PT na cidade de Campinas e tanto assim que me submeti a uma prévia dentro do PT com outro candidato. Foi a prévia com a maior participação na cidade de Campinas e maior apoio a um candidato. Porque participei de um processo interno democrático, aprendi muito, gostei.
CC: Tem falado com o ex-presidente?
MP: Eu estive com ele há duas semanas e conversamos um pouco sobre esse período pós-prévia, organização da campanha. Ele manifestou desejo de apoiar da melhor forma que puder.
CC: A presidenta Dilma já disse como será a presença dela na campanha?
MP: Eu ainda não tive essa oportunidade. Estou esperando o momento oportuno para conversar com ela.
CC: Quais partidos vão fazer parte da aliança?
MP: Também não há definição. A gente ainda começa a ouvi-los, vai consultar vários partidos e fazer o balanço das oportunidades para partidos. E tem tempo para a definição até julho, na verdade.
CC: Campinas teve um prefeito cassado recentemente, Dr. Hélio (PDT). Haveria algum constrangimento em se aliar ao PDT?
MP: Não. Na verdade, eu imagino que a discussão nesse âmbito da prefeitura se deu no passado, embora isso seja um elemento a ser discutido. Se nós ficarmos discutindo o passado, não teremos respostas para o futuro. Quero ser um candidato do futuro, ter respostas para a sociedade. O passado serve só para a gente não repeti-lo nem cometer os mesmo erros.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Adorei essa nova moda do Facebook: Linguagem de Paraense

Brasil Carinhoso vai combater a miséria na primeira infância, diz presidenta Dilma



A presidenta Dilma Rousseff falou hoje (14), no programa de rádio Café com a Presidenta, sobre o lançamento nesta segunda-feira da ação Brasil Carinhoso, que irá beneficiar 2 milhões de famílias que vivem na extrema pobreza por meio da ampliação do Bolsa Família para crianças de zero a seis anos.
“O meu governo quer mudar o futuro do Brasil. Para isso, nós temos que olhar com atenção as nossas crianças. Os cuidados com a educação e a saúde das nossas crianças são importantíssimos, porque atacam a desigualdade entre pobres e ricos na raiz do problema: oferecem as mesmas oportunidades de crescimento”, disse a presidenta.
Segundo Dilma, a ação vai garantir que toda família brasileira que tenha pelo menos uma criança de zero a seis anos receba uma renda mensal de no mínimo de R$ 70 por pessoa da família. O valor será pago no cartão do Bolsa Família no mesmo dia em que as famílias já recebem o benefício.
O Brasil Carinhoso, de acordo com a presidenta, também vai aumentar o número de vagas e melhorar a qualidade das creches. No lançamento da ação, será assinado acordo com as prefeituras para a construção de mais 1.500 creches em todo o país. Até o final de 2014, a meta é de 6 mil novas creches.
“Mas nós temos ainda duas outras novidades: a primeira, é que nós vamos repassar para as prefeituras, de forma imediata, os recursos do governo federal para custear cada nova vaga aberta nas creches públicas ou conveniadas. A segunda novidade é que nós vamos estimular a matrícula de crianças do Bolsa Família nas creches de todo do país. Com o Brasil Carinhoso, nós também vamos aumentar em quase 70% o valor que o governo federal repassa aos municípios para reforçar a alimentação nessas creches”.
A presidenta destacou ainda que ampliar a cobertura dos programas de saúde para as crianças também é fundamental. Para isso, fará parte da ação a distribuição de vitamina ‘A’ durante as campanhas nacionais de vacinação e do suplemento de ferro nas Unidades Básicas de Saúde.
“Isso é importante porque a falta de ferro e de vitamina ‘A’ pode causar anemia e aumentar o risco de infecções, prejudicando o desenvolvimento por toda a vida. Vamos ampliar a prevenção e o tratamento de doenças que afetam as nossas crianças”.
No eixo da saúde, o Brasil Carinhoso também vai distribuir, gratuitamente, remédios para o tratamento da asma na rede Aqui tem Farmácia Popular.
“O Ministério da Saúde observou que a asma é a segunda principal causa de internação de crianças de até cinco anos no SUS. Eu sei bem como as mães que têm filhos com asma ficam apreensivas, porque a minha filha teve asma quando era pequena. O uso correto dos remédios pode diminuir muito as complicações da doença, a necessidade de internação e até mesmo a mortalidade dessas crianças”.
Fonte: Blog do Planalto 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mocajuba: Novos Problemas com o pagamento de Salários dos Professores e Professoras de Mocajuba


Muitos professores que já recebiam gratificação de nível superior, ao chegarem ao banco 

essa semana para receber, tiveram uma surpresa: suas gratificações não estavam mais 

disponíveis. Alguns professores, até mesmo salário não constava. 



Então o sindicato foi ontem a uma reunião com Secretária de Educação, já estava agendada, mas ela não se encontrava. 


Na ocasião, os presentes foram informados pelos funcionários da SEMED, que a secretária  

estava para o interior. 


Até o momento ainda não sabem o motivo do problemas do não pagamento dessas 

gratificações.



Maior fuzuê na cidade.
"Veja bem, meu amigo, a consciência é um orgão vital e não um acessório, como as amígdalas e as adenóides."(Martin Amis)

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