[...] É só um blog. Escrevia diários quando menina, achei que cabia.
Amazônia via Mocajuba
Mostrando postagens com marcador cidadania. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cidadania. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 26 de junho de 2012
Brasil-Pará-Mocajuba
Não.
Não sou "pesquisadeira" de processo.
Recebo muitas solicitações de consulta a processos.
Mas não posso atender a todas.
Primeiro: Não sou eu quem faz. É o Zeca Paes.
Ele tem mais intimidade com essa coisa de processo.
Segundo: Isso é uma tarefa muito macarrônica.
Eu só faço em último caso.
Mas é fácil galera.
Segue o link.
Basta você entrar no link http://200.217.195.108/LibraJPA/libra/index.do?comarca=1
Digita o nome da pessoa, ou o número do processo que você quer pesquisar e than, than, than, than... !!!
Fique 15 minutos fazendo isso.
Clique em nome da parte e jogue os nomes das pessoas públicas da cidade.
Então...eis os processos.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Amazônia & Cia : Invente, Renove, Recicle, Crie
Sabe aquele garrafão velho de vinho que fica empoeirando no quintal da casa e não raro vai para o lixo.
Dê vida a ele.
O planeta agradece.
Sua decoração vai ficar muito original.
Você pode fazer com crochê ou tecido ou até com sisal (barbante)
Se você quiser comercializar a gente ajuda.
terça-feira, 19 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Mocajuba: Denúncia Sobre Atuação do Conselho de Alimentação Escolar
Segue na Íntegra Denúncia Recebida pelo Blog Via Email
Quebramos o texto para facilitar a leitura.
Mocajuba passa cada dia mais a cuidar de si.
Para desespero daqueles que andam do lado ruim do mundo.
*****
Bom dia Carmem!
Ficamos indignados com a situação de desvio público que ocorre no município de Mocajuba.
A merenda escolar não é diferente, pois os conselheiros da alimentação escolar (CAE) não comparecem as escolas para fazerem a devida fiscalização "CAE gasparzinho", e sabe Deus se conhecem pelo menos quem é o suposto coordenador da merenda.
Verificando o site do FNDE observamos que além de não atuarem, provavelmente só aparecem para assinar a prestação de contas, estão diligenciados por que será?.
Por isso que as coisas não andam muito bem, são coniventes com toda essa sujeira.
Para verificar a situação do conselho é só entrar no site : http://www.fnde.gov.br/ ou https://www.fnde.gov.br/ pnaeweb/publico/ consultaEspelhoCae.do
Preferi não Identificar a Leitora.
Se ela assim o desejar vai entrar aqui e dar mais detalhes a vocês na caixa de comentários.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Trabalhadores do campo interditam PA 151 em protesto
Mais de 200 pessoas estão bloqueando a PA -151, nesta segunda-feira (11), na entrada do chamado trevo da Colônia que dá acesso ao município de Abaetetuba, nordeste paraense.
Os manifestantes participam do ‘21º Grito da Terra Pará’ organizado pela Fetagri-Pa (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará, ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores).
As reivindicações são inúmeras, segundo informações do assessor da Fetagri, Getulio Jales. 'Todos os anos entregamos ao Governador uma pauta com todos os problemas enfrentados pelas pessoas que ocupam aquela região, mas as promessas não são concretizadas', lamenta.
Eles exigem do Governo do Estado melhorias na saúde e nas estradas, criação de pontes, assentamentos estaduais e federais, reforma agrária, educação no campo, regularização fundiária, combate à violência e mais segurança.
‘Essa é uma forma de mostrar para a sociedade que o trabalhador do campo, que é responsável por gerar 84% de emprego no campo, não é valorizado’ disse o assessor.
‘Essa é uma forma de mostrar para a sociedade que o trabalhador do campo, que é responsável por gerar 84% de emprego no campo, não é valorizado’ disse o assessor.
Hoje à tarde os manifestantes irão decidir em assembléia se ocupam a sede do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
FONTE: ORM
Marcadores:
Abaetetuba,
Amazônia,
Amazônidas,
Baião,
Baixo - Tocantins,
Cametá,
cidadania,
cidades,
Limoeiro do Ajuru,
MOCAJUBA,
Moju,
Oeiras do Pará,
PA -151,
Pará
sábado, 9 de junho de 2012
Mocajuba; Rapaz é morto a Golpe de Terçado no Bairro da Pranchinha
![]() |
| Add caption |
Na madruga de sexta-feira (08/06/2012) um rapaz entre 20 e 30 anos foi morto a golpes de terçado em frente a Escola Padre Pedro Hermans no Bairro da Pranchinha.
O crime chocou a população local.
Uma brutalidade.
A foto foi desfocada para chocar menos.
O Bairro da Pranchinha está revoltado.
A polícia prendeu o suposto assassino e investiga o caso.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Mocajuba: E as vezes penso que somos mesmo muito pobres
Fico vendo esse noticiário sobre o caso "Cachoeira".
"Eles" só falam em 1 MILHÃO PARA CÁ.
Outro MILHÃO para lá.
Quinhentos mil ? É troco.
Nós somos pobres mesmo.
***
E quanto vale um senador, hein?
Agora o pobre do Demóstenes não está valendo R$1.
***
E um vereador (a) municipal ?
Quanto custa ?
30.000?
Umas diárias?
Três cargos?
****
É.
Um dia desses "eles" falavam em comprar um partido inteiro de um estado.
Mas a quanto se vende um partido?
Onde chegamos.
***
AI JISÔS!!!
E você ?
Vai fazer o quê?
"Eles" só falam em 1 MILHÃO PARA CÁ.
Outro MILHÃO para lá.
Quinhentos mil ? É troco.
Nós somos pobres mesmo.
***
E quanto vale um senador, hein?
Agora o pobre do Demóstenes não está valendo R$1.
***
E um vereador (a) municipal ?
Quanto custa ?
30.000?
Umas diárias?
Três cargos?
****
É.
Um dia desses "eles" falavam em comprar um partido inteiro de um estado.
Mas a quanto se vende um partido?
Onde chegamos.
***
AI JISÔS!!!
E você ?
Vai fazer o quê?
quarta-feira, 6 de junho de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
Mocajuba e suas redes poucos "sociais"...
As redes sociais hoje são um mau exemplo das "militâncias" em Mocajuba.
***
Na verdade seu caráter democrático oportuniza que qualquer um posicione-se.
***
Redes socais são capazes de derrubar governos nacionais.
Mas em Mocajuba de um lado apoiadores, não raro pagos, do prefeito abusam - de volta opositores abusam também.
***
***
Terceiros.
Mulheres em vias de parir.
E inocentes.
***
Ao final, quem se beneficia é a situação e seu modo não muito democrático e nada transparente de gerir os recursos da cidade.
***
Existem setores que adoram fomentar essas polêmicas bobas, para desviar a atenção das polêmicas verdadeiras e importantes!
***
Na verdade seu caráter democrático oportuniza que qualquer um posicione-se.
***
Redes socais são capazes de derrubar governos nacionais.
Mas em Mocajuba de um lado apoiadores, não raro pagos, do prefeito abusam - de volta opositores abusam também.
***
As questões já atingem pessoas que diretamente não tem relação nenhuma com os processos por má gestão de contas que públicas que Rosiel Costa, Ednilton Braga, Gil Costa e muitos outros membros do governo estão tendo que responder.
Terceiros.
Mulheres em vias de parir.
E inocentes.
***
Ao final, quem se beneficia é a situação e seu modo não muito democrático e nada transparente de gerir os recursos da cidade.
***
Existem setores que adoram fomentar essas polêmicas bobas, para desviar a atenção das polêmicas verdadeiras e importantes!
***
Mas não precisa ser sempre assim.
É preciso redirecionar as forças para os apelos ao Ministério
Público Federal e Ministério Público Estadual e também para
publicizar práticas ruins.
***
Isso, sim, pode alterar as coisas.
É simples. É apenas direcionar o mesmo tempo e esforço para focar nas polêmicas corretas.
Ex. ABRA AS CONTAS COLHER!!!
Por lei, o prefeito deve prestar contas, nota por nota, de todos os gastos.
Se todos pressionarem ele vai ter que mostrar quanto gasta com cada coisa e a quem paga.
É lei!!
Isso muda as coisas para ele e para os candidatos novos.
É simples. É apenas direcionar o mesmo tempo e esforço para focar nas polêmicas corretas.
Ex. ABRA AS CONTAS COLHER!!!
Por lei, o prefeito deve prestar contas, nota por nota, de todos os gastos.
Se todos pressionarem ele vai ter que mostrar quanto gasta com cada coisa e a quem paga.
É lei!!
Isso muda as coisas para ele e para os candidatos novos.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Mocajuba: Visual da Nova Escola Construída pela Eletronorte através do Conjus
EXTRATOS DE INSTRUMENTOS CONTRATUAIS
Instrumento Contratual: Contrato 4500077832 Contratado: Concrex Ltda. - EPP. Contratante: Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/AELETRONORTE.
Modalidade: CP-ETC-11-2031. Objeto: Construção da Escola Pólo Nova Aliança, na Comunidade Tambaí-Miri, no município de Mocajuba/PA, em atendimento ao Convênio PIRJUS-002/2010. Valor Total: R$ 1.867.447,35. Data de Assinatura: 2/4/2012.
CNPJ :01.016.019/0001-99
Dados da empresa que está construindo a obra
CNPJ :01.016.019/0001-99
| NOME EMPRESARIAL CONCREX LTDA EPP |
| TÍTULO DO ESTABELECIMENTO (NOME DE FANTASIA) CONCREX |
| CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA PRINCIPAL 41.20-4-00 - Construção de edifícios |
| CÓDIGO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS SECUNDÁRIAS 47.44-0-99 - Comércio varejista de materiais de construção em geral 42.12-0-00 - Construção de obras de arte especiais 42.13-8-00 - Obras de urbanização - ruas, praças e calçadas 43.99-1-05 - Perfuração e construção de poços de água 42.22-7-01 - Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas, exceto obras de irrigação |
| CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA 206-2 - SOCIEDADE EMPRESARIA LIMITADA |
| LOGRADOURO R MARCOS FREIRE | NÚMERO 70 | COMPLEMENTO JARDIM OSASCO II |
| CEP 68.742-005 | BAIRRO/DISTRITO NOVO ESTRELA | MUNICÍPIO CASTANHAL | UF PA |
| SITUAÇÃO CADASTRAL ATIVA | DATA DA SITUAÇÃO CADASTRAL 03/11/2005 |
| MOTIVO DE SITUAÇÃO CADASTRAL |
Marcadores:
Amazônia,
Amazônidas,
Baixo - Tocantins,
Carmen Américo,
cidadania,
cidades,
Educação,
eletronorte,
MOCAJUBA,
Pará,
uhE-TUCURUÍ
Mocajuba: Relação de Pescadores Artesanais de Mocajuba
Gente, muita gente manda denúncias sobre seguro-defeso para o blog.
Todas eu encaminho ao Ministério Público Federal (PR/PA) via email.
É só o que posso fazer.
O MPF já investiga isso.
Mas eles precisam de fatos.
Provas.
Depoimentos.
Se você quer denunciar siga os seguintes passos:
1. Entre aqui http://www.portaltransparencia.gov.br/defeso/defesolistafavorecidospormunicipio.asp?uf=pa&codmunicipio=150460&Pagina=1
2.Viu? Aparece o nome de todo mundo que recebe na cidade.
Confirme se a pessoa que você quer denunciar está na lista. Clica em baixo onde está escrito PRÓXIMO.
3. Mande um email com todos os detalhes: nome, onde mora, o que faz para o seguinte endereço.
4. Pronto.
Todas eu encaminho ao Ministério Público Federal (PR/PA) via email.
É só o que posso fazer.
O MPF já investiga isso.
Mas eles precisam de fatos.
Provas.
Depoimentos.
Se você quer denunciar siga os seguintes passos:
1. Entre aqui http://www.portaltransparencia.gov.br/defeso/defesolistafavorecidospormunicipio.asp?uf=pa&codmunicipio=150460&Pagina=1
2.Viu? Aparece o nome de todo mundo que recebe na cidade.
Confirme se a pessoa que você quer denunciar está na lista. Clica em baixo onde está escrito PRÓXIMO.
3. Mande um email com todos os detalhes: nome, onde mora, o que faz para o seguinte endereço.
denuncia@prpa.mpf.gov.br
Se for uma questão eleitoral mande para esse aqui (uso do seguro-defeso para comprar voto, ex.)
denunciaeleitoral@prpa.mpf.gov.br
4. Pronto.
Esse email vale também para qualquer denúncia envolvendo gestão dos recursos pela prefeitura:
- nepotismo (emprego de parentes);
- uso da máquina pública para favorecimento pessoal;
- uso de bens públicos em situações privadas;
- uso de notas frias;
- fraude em folha de pagamento;
- fraude em folha de pagamento;
- fraude em licitações;
- superfaturamento de compras;
- superfaturamento de compras;
-favorecimento de empresas de funcionário público (inclusive vereadores e prefeitos);
Não se preocupe que o Ministério Público garante o sigilo.
E quanto mais denúncias, mais rápido os responsáveis são punidos.
Faça sua parte!!
O dinheiro é público e o melhor fiscal é o povo.
E quanto mais denúncias, mais rápido os responsáveis são punidos.
Faça sua parte!!
O dinheiro é público e o melhor fiscal é o povo.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Mocajuba: O Município está dentre aqueles que estão em Débito com a União e
Leia com atenção e perceba que isso acarretará prejuízos a população e é um atestado de MÁ GOVERNANÇA.
Não só de governo. Visto que a população também pode participar e cobrar que os gestores usem bem e prestem contas corretamente do uso do dinheiro público tanto para a União e ao Estado quanto para a população - essa última especialmente.
Pobre Mocajuba e coitado do próximo gestor (a)!!
Fonte: O Liberal, já replicado nas redes sociais por Nil Vasconcelos.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Uma esperança para Cametá e para o Cametá
CBF vai avaliar se o Mapará volta ou não para a Série D do Brasileiro
A Federação
Paraense de Futebol (FPF) vai entregar hoje para a Confederação
Brasileira de Futebol (CBF) a decisão sobre a reinclusão ou não do
Cametá na Série D do Campeonato Brasileiro. Hoje, a secretaria da
entidade envia o pedido do Mapará ao departamento técnico da CBF, que
tem à frente Virgílio Elísio. Ontem, por várias horas, o presidente da
FPF, Antônio Carlos Nunes de Lima, se reuniu na sede da federação com o
diretor Paulo Romano e com o assessor jurídico Antônio Cristino Mendes
para tratar do assunto. O vice-presidente da entidade, José Ângelo
Miranda, chegou a participar do começo do encontro, mas se ausentou
alegando motivos particulares.
Após o
encontro, a assessoria da FPF informou que o parecer da entidade sobre o
assunto será encaminhado hoje à CBF, que deverá se manifestar sobre a
volta ou não do Mapará ao Brasileiro. Tanto o assessor jurídico da FPF,
como o presidente Antônio Nunes se negaram a informar o teor do
documento, que será remetido à entidade nacional via fax.
Ao
Cametá resta agora esperar pela manifestação da confederação. Caso a
entidade venha a indeferir o pedido, o campeão paraense poderá partir
para a Justiça Desportiva para tentar reaver a vaga que perdeu por
decisão do ex-presidente do clube, Orlando Peixoto Marques.
Ao
deixarem a sede da FPF, no começo da noite de ontem, tanto Nunes como os
demais participantes da reunião se negaram a conversar com a imprensa
sobre o assunto. Por telefone, o novo presidente do Cametá, Paulo Otávio
Amorim, informou que o clube vai esperar pela manifestação da CBF para
partir ou não para a esfera jurídica. Ele reafirmou que o advogado
Osvaldo Sestário está contratado para defender os interesses do clube
junto à CBF, no Rio de Janeiro. Segundo o dirigente, o advogado já
recebeu cópias dos documentos protocolados pelo Cametá na última
quarta-feira junto à FPF e que foram analisados ontem, pelos dirigentes
da entidade estadual.
Fonte: http://www.orm.com.br/oliberal
Força do Biocombustível no Nordeste Paraense Gera Conflitos: Índios fazem reféns em Tomé-Açu
Ação foi para pressionar a empresa BioVale a atender reivindicações
EDIVALDO MENDES
Correspondente em Castanhal
Dez
funcionários da BioVale que trabalham em Tomé-Açu na produção de dendê
passaram mais de 12 horas mantidos como reféns pelos índios tembé da
aldeia Curé Mariquita, distante cerca de 23 quilômetros do distrito de
Quatro Bocas, nordeste do Estado, importante centro comercial daquele
município do Vale do Acará. Os índios também retiveram uma caçamba, dois
tratores e quatro caminhonetes da empresa e fecharam uma estrada
vicinal que dá acesso à vila São João.
À
indigenista Luciana Duarte, da coordenação técnica local da Fundação
Nacional do Índio (Funai) em Tomé-Açu, as lideranças da aldeia Turé
Mariquita disseram que só iam liberar os funcionários e as máquinas,
depois que a direção da BioVale fosse à aldeia conversar. Mas eles
acabaram concordando em liberá-los no final do dia.
No
total, são 85 índios que moram nas aldeias Turé Mariquita, Tekenay e
Nova. O índio Urutaw tembé disse à reportagem, por telefone, que a
BioVale não estaria respeitando os acordos firmados antes do início do
plantio de dendê. "Os sete quilômetros de área entre as aldeias e a
plantação, que deveriam ficar pra gente plantar estão todos ocupados por
pés de dendê. E as águas dos nossos igarapés estão sendo contaminadas
por agrotóxico e pelo adubo químico usado na plantação", afirmou Urutaw,
que estava acompanhado do seu irmão Ezequias.
Fonte: http://www.orm.com.br/oliberal
Mocajuba: Fortalecendo o Debate Político Eleitoral
Sugestão de Leitura de quem Vai para o Debate Político. Informação qualificada para o debate.
Veja aqui no link sobre a necessidade de reformulação das elites no processo de desenvolvimento.
Parece muito denso mas já é a leitura de uma professora sobre a obra "os Donos do Poder".
Lê ai.
Comissão da Verdade: Foi Quarta-Feira, Mas ainda está valendo....
![]() | |
| Dilma Roussef em 1970, na Sede da Auditoria Militar |
"O Brasil
merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, especialmente,
merecem a verdade todos que perderam amigos e parentes e que continuam
sofrendo como se eles morressem de novo a cada dia", afirmou Dilma, que
interrompeu seu discurso pelos aplausos e para secar suas lágrimas.
A comissão terá um prazo de dois anos para investigar crimes contra
os direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988, embora se concentre no
último regime militar (1964-1985).
"Não somos movidos por
revanchismo, o ódio ou o desejo de escrever a história de uma forma
diferente da que ocorreu, mas a necessidade de conhecer sem
ocultamento", disse a presidente, que esteve presa dois anos por sua
militância em um movimento de esquerda que combateu a ditadura.
Sem citar especificamente a Lei de Anistia de 1979 que impede levar à
justiça suspeitos de torturar, sequestrar ou assassinar durante a
ditadura, Dilma lembrou que o Brasil recuperou a democracia graças a
pactos políticos que serão honrados pela Comissão da Verdade. "Assim
como respeito a luta pela democracia também respeito os pactos políticos
que nos levaram à redemocratização", afirmou.
Dilma alegou
que a instalação da comissão é um ato de Estado e não de Governo e nesse
sentido disse estar alegre por ter a companhia dos líderes que a
antecederam durante os 28 anos desde o fim dos 21 anos de ditadura
militar. Em um ato simbólico, Rousseff chegou à cerimônia após descer a
rampa interna do Palácio do Planalto ao lado dos ex-presidentes José
Sarney (1985-1990), Fernando Collor de Mello (1990-1992) Fernando
Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
A presidente destacou que a comissão foi criada durante o Governo
Lula e que teve como antecedente a decisão de Cardoso de reconhecer a
responsabilidade do estado nas violações aos direitos humanos durante a
ditadura e compensar os familiares dos mortos e desaparecidos.
A comissão será integrada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) Gilson Dipp, o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles,
o ex-ministro de Justiça José Carlos Dias, o sociólogo Paulo Sergio
Pinheiro, a psicanalista María Rita Kehl, o advogado José Paulo
Cavalcanti Filho e a advogada Rosa María Cardoso da Cunha, amiga pessoal
de Dilma e defensora de presos políticos durante a ditadura.
Apesar da lei de criação da comissão estabelecer que sejam investigadas
tanto as violações cometidas pelos agentes do estado como pelos
militantes que se opuseram à ditadura, seus integrantes deixaram claro
que se concentrarão nos primeiros.
Fonte: Notícias Terra
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Mocajuba: É preciso manter a cabeça fria
Devido a exclusão do objeto que deu origem a essa postagem e em atendimento a solicitação de Ana Soraia Guimarães estamos retirando as imagens da postagem e ocultando seu texto. E que o debate político eleitoral siga de forma respeitosa e democrática.
A eleição está só começando e principalmente o pessoal que fica ao redor dos candidatos precisa andar, sim pisando em ovos e tomar cuidado para não arrumar "confusão de graça".
Eu prezo e primo pelo bom debate, não gosto de PASQUINS, ou Perfis Fakes, como se diz na linguagem de internet quando alguém cria um perfil que não permite lhe indentificar.
A eleição está só começando e principalmente o pessoal que fica ao redor dos candidatos precisa andar, sim pisando em ovos e tomar cuidado para não arrumar "confusão de graça".
Eu prezo e primo pelo bom debate, não gosto de PASQUINS, ou Perfis Fakes, como se diz na linguagem de internet quando alguém cria um perfil que não permite lhe indentificar.
Tenho um blog de opinião há cinco anos. Lê quem gosta ou não gosta, mas precisa ler. Afinal se importa.
Matenho o espaço aberto para quem quiser falar, respoder ou achar que tem direito de resposta. Muitas vezes falo o que penso, outras apenas informo sobre o que acho relevante para a cidade ou o que o tempo me permite.
Na internet, também existem regras de etiqueta e seriedade. Por exemplo, se você cita alguém e esse acha que não foi de alguma forma ofendido ou que a "notícia" tem apenas a intenção de lhe prejudicar, essa pessoa tem direito de responder dentro do mesmo espaço. Não dá apenas para tentar de alguma forma prejudicar ou minorar alguém ficando incólome. Dentro da rede valem as mesmas regras da vida social, a não ser que os agentes reproduzam os mesmos comportamentos de pessoas poucos sérias na vida real.
Debate é debate. Notícia é Notícia. Opinião é oponião. E quem entra na chuva tem que saber se molhar e sem molhar "sem se queimar", especialmente, a tôa.
Debate é debate. Notícia é Notícia. Opinião é oponião. E quem entra na chuva tem que saber se molhar e sem molhar "sem se queimar", especialmente, a tôa.
È, mas ou menos como diz a molecada, quem não sabe brincar não desce para o play.
A postagem que você vê no ínicio da postagem vou enviada a mim por Ana Soaraia Guimarães, em marcação, que é uma espécie de chamamento automático da rede social Facebook. A postagem publicada no portal de Ana Soraia Guimarães, irmão do candidato José Antônio Guimarães e dizia como vocês podem ler que ninguém, inclusive eu a marcasse (avisasse) de qualquer "BAIXARIA".
A baixaria a que ela se refere diz respeito as respostas de um perfil chamado Diário Mocajubense que chamava sua atenção (um pito mesmo) por ela ter, como postamos aqui, criticado duramente seu primo e primo de José Antônio Guimarães(PV) nas redes sociais - o Zeca do Bi.
Eu, fui ler a postagem em que ela chamava minha atenção. A primeira imagem desse post. Onde ela diz textualmente:
"Meu povo mocajubense, ñ preciso inventar nomes em perfis para expor o q eu acho da politica em nossa cidade, mas como o Diario Mocajubense tah fazendo questão de me desmoralizar, ficarei off a tudo q estiver relacionado com a politica em mocajuba, sei q povo ñ é burro, ele vai tirar suas conclusões. Então, peço ao Plantão Mocajubense, a Carmen Americo, a Max Pierre Ice e outros q ñ me marquem nessa baixaria, ñ preciso disso, tenho uma familia estruturada e muito amada. Desejo sorte a todos candidatos e em especial a meu amado irmão José Antonio Guimarães.
Eu postei um comentário de socitação de esclarecimento, que ao invés de respondido, foi APAGADO e recebi um comentário em OFF (uma caixinha que só eu ela ela poderíamos ver , se não fosse um ferramenta que permite que a gente copie tais conversas). Ou seja, ela apagou minha manifestação mandou-me esquecer do tema. Mas manteve meu nome do tal post da "baixaria". Eu claro, não achei justo.Na sequência tentou ordenar-me que, mesmo meu nome estando lá, exposto, porque agora todos podem entrar lá dizer o que quiserem - que eu não fizesse nenhuma postagem mais. Até ouvi o som de uma voz vindo do além: cala-te.
Textualmente:
"Meu povo mocajubense, ñ preciso inventar nomes em perfis para expor o q eu acho da politica em nossa cidade, mas como o Diario Mocajubense tah fazendo questão de me desmoralizar, ficarei off a tudo q estiver relacionado com a politica em mocajuba, sei q povo ñ é burro, ele vai tirar suas conclusões. Então, peço ao Plantão Mocajubense, a Carmen Americo, a Max Pierre Ice e outros q ñ me marquem nessa baixaria, ñ preciso disso, tenho uma familia estruturada e muito amada. Desejo sorte a todos candidatos e em especial a meu amado irmão José Antonio Guimarães.
Eu postei um comentário de socitação de esclarecimento, que ao invés de respondido, foi APAGADO e recebi um comentário em OFF (uma caixinha que só eu ela ela poderíamos ver , se não fosse um ferramenta que permite que a gente copie tais conversas). Ou seja, ela apagou minha manifestação mandou-me esquecer do tema. Mas manteve meu nome do tal post da "baixaria". Eu claro, não achei justo.Na sequência tentou ordenar-me que, mesmo meu nome estando lá, exposto, porque agora todos podem entrar lá dizer o que quiserem - que eu não fizesse nenhuma postagem mais. Até ouvi o som de uma voz vindo do além: cala-te.
Textualmente:
"se quiser me dizer algo entra em contato comigo
mas não fica ai colocando nada"
Não gosto de "baixaria" e meus ataques, que não são poucos, são as más práticas das pessoas públicas, a exemplo daquele-um. Se ouve alguma baixaria na condução do debate sobre as possíveis alianças não partiu desta blogueira. Então, não achei pertinente que se mantivesse marcado meu nome nesse tipo de citação.
Também, não gosto desse tipo de postura.
E estou mantendo aqui (na primeira imagem do post) meu comentário que foi sumariamente apagado. Por uma questão de justiça também manterei a conversa que se seguiu em diante com tentativas de contato via telefone por Ana Soraia Guimarães. Que não aceitei, não é porque tenha algo contra a moça, mas porque o único tema que teria com ela era a manutenção de meu protesto e solicitação de esclarecimento de uma situação que foi criada por ela dentro do ambiente virtual e dentro dele tem que ser resolvido. Nada além disso. Se era apenas um questão de diálogo, Ana Soaia Guimarães não deveria ter, ela sim, me ligado, ao invés de expor meu nome na rede?
Como a eleição está só começando, é preciso que a gente se atenha a alguns detalhes, especialmente que a vida vai continuar depois disso tudo e que tem muita gente que pode assumir posturas com as quais terá que conviver para o resto da vida.
E estou mantendo aqui (na primeira imagem do post) meu comentário que foi sumariamente apagado. Por uma questão de justiça também manterei a conversa que se seguiu em diante com tentativas de contato via telefone por Ana Soraia Guimarães. Que não aceitei, não é porque tenha algo contra a moça, mas porque o único tema que teria com ela era a manutenção de meu protesto e solicitação de esclarecimento de uma situação que foi criada por ela dentro do ambiente virtual e dentro dele tem que ser resolvido. Nada além disso. Se era apenas um questão de diálogo, Ana Soaia Guimarães não deveria ter, ela sim, me ligado, ao invés de expor meu nome na rede?
Como a eleição está só começando, é preciso que a gente se atenha a alguns detalhes, especialmente que a vida vai continuar depois disso tudo e que tem muita gente que pode assumir posturas com as quais terá que conviver para o resto da vida.
E como tudo foi finalizado na paz. Mas sem a retirada do meu nome da tal citação e nem o esclarecimento de Ana Soraia sobre a que afinal ela está se referindo: a brigas familiares em torno da política, ao uso de Fakes, a cobrança pública que ela sofreu... ? Não sabemos.
A conversa encerrou-se da forma que vocês podem ver nas imagens seguintes. Ela manteve os posts seguintes, afinetou-me, e fez um gracejo educado no final. Coisa fina mesmo.
Afinal, não conheço essa senhora, a não ser por um ou outro cruzamento em situações públicas, no calçadão da praia de Mocajuba e etc e tal. E achei que não valia a pena engrossar o debate já que ele não é sobre aquilo que me interessa que é a gestão pública, as propostas de desenvolvimento para a cidade e a transparência e seriedade no uso de recursos públicos. E por isso não teria motivos para ligar por conta da citação que ela fez questão de fazer via internet. Na internet nasce, na internet se resolve.
A conversa encerrou-se da forma que vocês podem ver nas imagens seguintes. Ela manteve os posts seguintes, afinetou-me, e fez um gracejo educado no final. Coisa fina mesmo.
Afinal, não conheço essa senhora, a não ser por um ou outro cruzamento em situações públicas, no calçadão da praia de Mocajuba e etc e tal. E achei que não valia a pena engrossar o debate já que ele não é sobre aquilo que me interessa que é a gestão pública, as propostas de desenvolvimento para a cidade e a transparência e seriedade no uso de recursos públicos. E por isso não teria motivos para ligar por conta da citação que ela fez questão de fazer via internet. Na internet nasce, na internet se resolve.
Desejo do fundo do coração a Ana Soaraia Guimarães uma boa campanha eleitoral e contem comigo na divulgação de ações e propostas lideradas por José Antônio Guimarães (PV) para Mocajuba, assim como todos os demais candidatos podem contar.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
O rebatimento da Aliança
O noticiamento da aliança de Zeca Guimarães (Zeca do BI) a Alda Ferreira (DEM) formando um grupo para fortalecer o pleito de Alda Ferreira a prefeitura de Mocajuba gerou um ambiente típico dessas épocas pré-eleitorais.
A oposição em Mocajuba muito raramente vai em um bloco apenas, porque em um deles formado pelo PV em torno de uma possível candidatura de José Antônio Guimarães tem hoje um problema de confiança familiar não muito fácil de resolver, visto que Zeca Guimarães (PSDB), o Zeca do Bi, teria garantido apoio ao primo José Antônio Guimarães (PV). Mas, algum tempo depois, em aliança com Estélio Guimarães resolveu tomar um rumo próprio lançando uma pré-candidatura própria.
A notícia de aliança com Alda Ferreira ressoou naquela parte do clã e foi alvo de muitos comentários e até de discursos inflamados nas redes sociais.
| reprodução facebook |
E membros do PV jovem atacaram a aliança e seus membros, na mesma rede social. Veja mais um dos comentários abaixo da postagem replicada na rede.
| Jovana Machado - PV Jovem |
Decorre que a ala Guimarães ligada a José Antônio Guimarães manteve o propósito de elegê-lo prefeito da cidade mesmo com a perda de um membro expressivo do clã.
Há mais ou menos um ano, José Antônio Guimarães começou um retorno para Mocajuba, após 35 anos. Estabeleceu residência, visitou as comunidades agrárias e foi agregando pessoas em torno de si com o firme propósito de "tomar o poder" em Mocajuba (PA).
Hoje pretende apresentar-se como terceira via para a cidade, como mesmo argumento de Rosiel Costa (PR) atual prefeito - de que é novo na política, nunca exerceu nenhum cargo e não tem comprometimento na gestão pública.
Esse é um problema comum em cidades como a nossa onde poucas famílias revezam-se no controle do poder público - vez ou outra elas passam por conflitos internos. Em Mocajuba isso parece uma constante, como mostra o exemplo de Junior Sabbá (o boibojú) e Estélio Guimarães - os cunhados que se digladiam-se em torno do poder local.
O leitor precisa ficar bem atento e lembrar que como disse NãoSeiLáQuem : Política é Igual Nuvem. Você olha está de um jeito. Olha de novo. Está de Outro.
Nada está sacramentado de fato. Uma coisa parece certa. Zeca do Bi (PSDB) não pode ser candidato sem Alda Ferreira (DEM), porque ele não tem robustez eleitoral. Apoiar José Antônio Guimarães (PV) abandonando a aliança com Alda Ferreira (DEM) também não é viável dentro do projeto dele, seja porque o PV não é base do governo, seja porque os dois primos querem ser candidatos a prefeito. Mesmo que Zeca Guimarães (PSDB) deixe a aliança com Alda Ferreira (DEM) também não pode ser vice do primo pois trata-se enxugar gelo, já que os dois não tem muita capilaridade eleitoral e sua maior base é a mesma família - que mesmo sendo grande - sozinha não soma o total de votos que eles precisam.
Alda Ferreira já é vice e para ela que, seja da proporção que for, já tem estrutura eleitoral e na política o que vale é voto. Ela deve agregar em torno de si os demais. Porque, segundo, ela (ontem) não tem mínima chance de que assuma novamente a vaga de vice em qualquer projeto. Está confiante em liderar a oposição com apoio do governador Simão Jatene (PSDB) que pode ainda intervir no jogo - já que dois partidos das base do Rosiel Costa estão com ele: PPS e PSB.
José Antônio Guimarães (PV) já acenou a bandeira para o PPS indicar um vice para chamar de seu. Mas Aldo Serrão (o presidente da eterna comissão) já está fechado com o prefeito. Grande parte do PPS e muita gente nova que entrou no partido não acompanha o prefeito Rosiel Costa (PR). Contudo, terão que passar por cima de Aldo Serrão para indicar um vice para o Zé. Por outro lado, mesmo estando com o governo, Aldo Serrão seria o nome possível para uma vice-candidatura a prefeito, mas ainda é apenas uma possibilidade - já que na política eleitoral até boi voa.
Só digo uma coisa ao pessoal novato. Forrem o estômago e segurem a língua porque por enquanto o cenário ainda está aberto e esse processo de fechamento das alianças é coisa de "gente grande". Esses dias que faltam para bater o martelo, no país inteiro, só se vê boi voando. Em julho tem sempre umas bestas que ficam vagando - pasmas pelo chão enquanto a boiada segue em frente.
O leitor precisa ficar bem atento e lembrar que como disse NãoSeiLáQuem : Política é Igual Nuvem. Você olha está de um jeito. Olha de novo. Está de Outro.
Nada está sacramentado de fato. Uma coisa parece certa. Zeca do Bi (PSDB) não pode ser candidato sem Alda Ferreira (DEM), porque ele não tem robustez eleitoral. Apoiar José Antônio Guimarães (PV) abandonando a aliança com Alda Ferreira (DEM) também não é viável dentro do projeto dele, seja porque o PV não é base do governo, seja porque os dois primos querem ser candidatos a prefeito. Mesmo que Zeca Guimarães (PSDB) deixe a aliança com Alda Ferreira (DEM) também não pode ser vice do primo pois trata-se enxugar gelo, já que os dois não tem muita capilaridade eleitoral e sua maior base é a mesma família - que mesmo sendo grande - sozinha não soma o total de votos que eles precisam.
Alda Ferreira já é vice e para ela que, seja da proporção que for, já tem estrutura eleitoral e na política o que vale é voto. Ela deve agregar em torno de si os demais. Porque, segundo, ela (ontem) não tem mínima chance de que assuma novamente a vaga de vice em qualquer projeto. Está confiante em liderar a oposição com apoio do governador Simão Jatene (PSDB) que pode ainda intervir no jogo - já que dois partidos das base do Rosiel Costa estão com ele: PPS e PSB.
José Antônio Guimarães (PV) já acenou a bandeira para o PPS indicar um vice para chamar de seu. Mas Aldo Serrão (o presidente da eterna comissão) já está fechado com o prefeito. Grande parte do PPS e muita gente nova que entrou no partido não acompanha o prefeito Rosiel Costa (PR). Contudo, terão que passar por cima de Aldo Serrão para indicar um vice para o Zé. Por outro lado, mesmo estando com o governo, Aldo Serrão seria o nome possível para uma vice-candidatura a prefeito, mas ainda é apenas uma possibilidade - já que na política eleitoral até boi voa.
Só digo uma coisa ao pessoal novato. Forrem o estômago e segurem a língua porque por enquanto o cenário ainda está aberto e esse processo de fechamento das alianças é coisa de "gente grande". Esses dias que faltam para bater o martelo, no país inteiro, só se vê boi voando. Em julho tem sempre umas bestas que ficam vagando - pasmas pelo chão enquanto a boiada segue em frente.
Marcadores:
Amazônia,
Brasil,
Carmen Américo,
cidadania,
eleições 2012,
esperança,
JOSÉ ANTÔNIO GUIMARÃES,
MOCAJUBA,
Pará,
Zeca do Bi
Brasil: Marcio Pochmann: ‘Ascensão da classe trabalhadora dá sinais de esgotamento’
![]() |
| Marcio Pochmann |
Prestes a disputar a eleição municipal em Campinas, o economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nega a existência de uma nova classe média no Brasil em seu novo livro A Nova Classe Média?, da Editora Boitempo.
Na obra, o economista defende a tese de que a mudança social dos últimos oito anos não resultou na criação de uma nova classe média no País. Segundo ele, os empregos gerados nos últimos anos criaram uma classe trabalhadora consumista, individualista e despolitizada.
Esse movimento de ascensão da classe trabalhadora, segundo Pochmann, apresenta sinais de esgotamento, e agora o governo deve buscar outras maneiras de gerar emprego.
O economista deve sair em breve do Ipea, onde está desde 2007, para concorrer à prefeitura de Campinas pelo PT. O livro será lançado no próximo dia 29, durante debate na sede da PUC, em São Paulo.
CartaCapital: O senhor fala que há um despreparo das instituições democráticas para canalizar os interesses da nova classe trabalhadora. Por quê?
Marcio Pochmann: Estamos observando uma despolitização nesta ascensão social no País. Ela vem envolvida nos valores do mercado, e não poderia ser diferente. Foi assim nos anos 70. Naquela época, havia uma ação mais direta das instituições, o que nós não estamos vendo hoje.
Há um despreparo das instituições para lidar com esse segmento que, possivelmente, liderará o processo político brasileiro. De alguma forma, esse segmento conduzirá a política brasileira. Seja pela direita, seja pela esquerda.
Os sindicatos, associações de bairro e partidos políticos estão observando esse avanço social que não se traduz em aumento das filiações nos sindicatos, nas associações de bairros, nos partidos políticos.
Veja que cerca de 1 milhão de jovens ingressaram na universidade através do Prouni. Isso é uma ascensão na universidade, mas se traduziu na ampliação e reforço do movimento estudantil? A gente não observa isso.
Acontece a mesma coisa em relação aos leitores. Houve um avanço de mais de 40 milhões de leitores no Brasil, mas a ampliação da mídia escrita não se traduziu nesse mesmo sentido.
CC: Há uma explicação para isso?
MP: As instituições democráticas não entenderam ainda o que tem sido essa mobilidade social. Como nós temos pouco conhecimento, não temos uma ação mais identificada. Os sindicatos acabam sendo mais defensores do passado que protagonistas do futuro porque não conseguem criar um diálogo com esse segmento. É um desafio evidente para todos nós.
CC: O senhor fala que a classe trabalhadora é consumista. Isso é necessariamente ruim?
MP: Não, é um movimento natural que ocorre quando você não tem a politização, consegue um emprego e tem a elevação da sua renda. Você entende como sendo resultado do seu esforço individual quando, na verdade, nós sabemos que a geração e a elevação da renda dependeram de um acordo político, de uma decisão política, de um resultado eleitoral.
Portanto, o que eu quero chamar a atenção é que essa manifestação que se observa de forma mais clara é natural do ponto de vista da individualidade de cada um. Mas se não vem acompanhada de um processo de conscientização, essa ascensão pode ao mesmo tempo retroagir ou ser encaminhada para uma visão de sociedade muito diferente da que levou a uma ascensão social recente.
CC: Porque as pessoas identificam a ascensão como resultado do próprio esforço individual…
MP: Esse é o papel da politização, até porque você percebe que as coisas foram feitas com esses segmentos. Eles são favoráveis ao crescimento, ao emprego e assim por diante. Mas na questão dos valores mais amplos da política, como pena de morte, eles majoritariamente estão atrelados a visões muito ultrapassadas.
CC: A maior parte dos empregos gerados foi com rendimento próximo a um salário mínimo. Como o governo pode gerar empregos com melhor remuneração?
MP: Primeiro quero dizer que foi muito bom ter gerado esses empregos acompanhados da formalização e do aumento do salário mínimo, tendo em vista o estoque de desempregados que nós tínhamos. Nos anos 2000 eram praticamente 12 milhões de pessoas desempregadas. Se o Brasil não gerasse esse tipo de oportunidade, se gerasse empregos de classe média, que exigem maior escolaridade, esse segmento que ascendeu não teria ascendido. Mas esse movimento está apresentando sinais de esgotamento. Porque a questão fundamental neste momento é a ampliação dos investimentos para aumentar a capacidade produtiva. E o aumento de investimento, novas fábricas, novos avanços da produção vêm acompanhados de inovação tecnológica, maior exigência de qualificação, maior demanda de trabalhadores com escolaridade, portanto maiores salários e ocupações melhores.
CC: No livro, o senhor diz que as pessoas que acenderam socialmente nos últimos anos não podem ser consideradas de uma nova classe média. Por quê?
MP: Uma classe média tem ocupações diferentes dessas que foram geradas. Se fossem vinculadas a bancários, professores ou dirigentes de empresas, possivelmente nós poderíamos associar isso a classe média, mas não foram essas ocupações que deram razão a essa mobilidade social.
No caso brasileiro, parcelas significativas das ocupações não são geradas pela indústria, mas sim por serviços. Por isso, entendemos que são novos segmentos no interior da classe trabalhadora. A classe média tradicionalmente tem uma estrutura muito diferente desses segmentos novos que surgiram no Brasil. Ela tem mais gastos com educação e com saúde. O peso da alimentação é muito menor do que o que se identifica nesse segmento de renda de até 1,5 ou 2 salários mínimos mensais.
Ao mesmo tempo, a classe média poupa, não gasta tudo que ganha. Nela, a elevação da renda não se traduz necessariamente na elevação do consumo. Especialmente porque os bens que mais têm sido dinamizados no país, como eletrodomésticos, são bens que a classe média já possui. Então a classe média poupa. E isso é uma diferença que nós não identificamos nos segmentos agora em ascensão.
A classe média tem ativos e patrimônio. São várias características que infelizmente nós não conseguimos observar nesses segmentos que estão ascendendo. E são segmentos que, ao nosso modo de ver, dizem respeito à classe trabalhadora, tal como foi o padrão de expansão do Brasil nesses últimos dez anos.
CC: Essas particularidades mudam, alguma forma o foco das políticas voltadas a essa parcela da população?
MP: Esse debate, de como se identifica essa ascensão social no Brasil, tem implicações evidentes no posicionamento do Estado brasileiro, das políticas públicas. Se nós identificarmos essa ascensão como um movimento vinculado à classe média, certamente o papel do Estado estaria ligado à difusão dos serviços privados, por intermédio de subsídios, como através do Imposto de Renda, que subsidia gastos do setor privado da classe média. Hoje é possível descontar despesas de educação, saúde e previdência privada. São interesses diferentes da classe trabalhadora, que são por bens públicos de interesse coletivo: saúde pública, educação pública, transporte público.
CC: Quando o senhor deve sair do Ipea para se dedicar à campanha?
MP: Essa é uma resposta que eu não tenho condições de dar. Até o 6 de julho, eu sei que tenho que sair inexoravelmente. O dia que eu vou sair depende da presidenta, estou aguardando o posicionamento dela.
CC: O senhor até hoje só tinha ocupado cargos técnicos e agora está tentando a sua primeira eleição. Por que tomou a decisão de ser candidato?
MP: Eu me considero um intelectual de perfil engajado. Foi a partir de uma conversa com o próprio presidente Lula, em que ele chamava atenção às mudanças que o Brasil estava passando no começo desse século. As mudanças são muito diferentes daquela que o Brasil estava passando nos anos 70, começo dos 80, quando o PT foi criado. Hoje temos um ciclo de lideranças que foram forjadas num Brasil que quase não existe mais. Existe uma necessidade de renovação do PT, especialmente quando o partido está no auge ainda.
E tem também, outro lado. Em geral, a prefeitura existe como um cargo com menor visibilidade quando se compara com o Executivo estadual e nacional. No caso do Brasil, uma federação, o exercício de um mandato na prefeitura é absolutamente fundamental. Quando se lança uma política pública, se fala da experiência em determinada localidade, para saber se dá certo, dá errado, de poder tornar um programa de abrangência nacional. Temos uma oportunidade de testar experiências inovadoras no ponto de vista da administração pública a partir da experiência local. Campinas é uma cidade que permite essa oportunidade de iniciar um ciclo de inovações em políticas públicas que são necessárias para o Brasil de hoje.
CC: O senhor foi indicado pelo presidente Lula, a exemplo do que aconteceu em São Paulo com o Fernando Haddad. Há setores do partido que se incomodam com essas decisões tomadas com base no desejo do ex-presidente.
MP: No meu caso, tive essa conversa com o presidente Lula e depois comecei uma conversação longa com os militantes, com o PT na cidade de Campinas e tanto assim que me submeti a uma prévia dentro do PT com outro candidato. Foi a prévia com a maior participação na cidade de Campinas e maior apoio a um candidato. Porque participei de um processo interno democrático, aprendi muito, gostei.
CC: Tem falado com o ex-presidente?
MP: Eu estive com ele há duas semanas e conversamos um pouco sobre esse período pós-prévia, organização da campanha. Ele manifestou desejo de apoiar da melhor forma que puder.
CC: A presidenta Dilma já disse como será a presença dela na campanha?
MP: Eu ainda não tive essa oportunidade. Estou esperando o momento oportuno para conversar com ela.
CC: Quais partidos vão fazer parte da aliança?
MP: Também não há definição. A gente ainda começa a ouvi-los, vai consultar vários partidos e fazer o balanço das oportunidades para partidos. E tem tempo para a definição até julho, na verdade.
CC: Campinas teve um prefeito cassado recentemente, Dr. Hélio (PDT). Haveria algum constrangimento em se aliar ao PDT?
MP: Não. Na verdade, eu imagino que a discussão nesse âmbito da prefeitura se deu no passado, embora isso seja um elemento a ser discutido. Se nós ficarmos discutindo o passado, não teremos respostas para o futuro. Quero ser um candidato do futuro, ter respostas para a sociedade. O passado serve só para a gente não repeti-lo nem cometer os mesmo erros.
Fonte: Carta Capital
Assinar:
Postagens (Atom)
























